🏛️ Proposta em Tramitação Reacende Debate Sobre Direitos Reprodutivos
Um projeto de lei apresentado por deputados da extrema direita no Chile reacendeu o debate sobre o aborto no país. A proposta, denominada “Escute o seu coração”, pretende alterar o Código de Saúde chileno para estabelecer novas exigências antes da realização do aborto legal.
Atualmente, o aborto no Chile é permitido apenas em três situações: quando há risco de vida para a gestante, quando a gravidez é resultado de estupro ou quando o feto apresenta uma condição incompatível com a vida.
📋 O Que Prevê o Projeto
Segundo o texto apresentado no Congresso, o médico deverá informar e mostrar à paciente a atividade cardíaca embrionária ou fetal antes do procedimento.
A proposta estabelece que:
- ❤️ O médico terá o dever de apresentar à gestante a atividade cardíaca do embrião ou feto;
- ⚖️ A mulher poderá recusar ouvir os batimentos cardíacos;
- 🚫 No entanto, caso haja essa recusa, o projeto determina que o médico também deverá se recusar a realizar o aborto.
Os autores afirmam que a medida busca ampliar o consentimento informado, argumentando que todas as informações sobre a gestação devem ser apresentadas antes da decisão.
🗣️ Projeto Divide Opiniões
A iniciativa provocou forte repercussão entre parlamentares, especialistas e entidades ligadas aos direitos das mulheres.
Os defensores afirmam que o projeto garante maior informação à gestante e fortalece a tomada de decisão.
Já organizações de defesa dos direitos das mulheres classificam a proposta como uma forma de pressão psicológica sobre pacientes que já enfrentam situações delicadas. A ONG Miles Chile afirmou que a medida representa uma forma de coerção incompatível com a autonomia da mulher, enquanto a ex-ministra da Mulher Antonia Orellana definiu o texto como uma “crueldade legislativa”.
🏛️ Governo Diz que Projeto é Iniciativa do Congresso
O presidente chileno José Antonio Kast, identificado com posições conservadoras, afirmou que a proposta é de iniciativa parlamentar e não faz parte de um projeto elaborado pelo governo.
O texto ainda está em fase inicial de tramitação no Congresso chileno e precisará passar pelas comissões legislativas antes de ser votado em plenário.



