🇺🇸 Secretário de Estado dos Estados Unidos responsabilizou o governo brasileiro pelo tarifaço de 25% sobre produtos nacionais e afirmou que faltou negociação “de boa-fé”; governo brasileiro contesta a avaliação.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a responsabilidade pelo novo pacote de tarifas de 25% aplicado sobre diversos produtos brasileiros. Em publicação nas redes sociais, Rubio afirmou que o governo brasileiro não negociou “de boa-fé” com Washington e fez duras críticas à condução das tratativas.
Segundo o secretário, Lula teria colocado “o próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro”, acrescentando que as políticas econômicas do governo brasileiro seriam prejudiciais tanto para os Estados Unidos quanto para o próprio Brasil.
💬 Declarações Endurecem o Tom da Disputa Comercial
Na publicação, Rubio afirmou que as novas tarifas são consequência direta da postura adotada pelo governo brasileiro durante as negociações comerciais.
As declarações representam um dos posicionamentos mais duros de uma autoridade americana desde o anúncio das novas medidas tarifárias e elevam a tensão diplomática entre os dois países.
📦 Tarifa de 25% Entra em Vigor e Afeta Exportações
As tarifas de 25% foram confirmadas pelo governo dos Estados Unidos sobre uma ampla lista de produtos brasileiros.
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), responsável pela investigação comercial, justificou a medida citando questões relacionadas à proteção da propriedade intelectual, comércio digital, acesso ao mercado de etanol, desmatamento ilegal, funcionamento do PIX e outras práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais americanos.
Ao mesmo tempo, o USTR afirmou que a decisão foi baseada em critérios comerciais e negou que a investigação tenha sido motivada por divergências políticas.
🇧🇷 Governo Brasileiro Defende que Houve Diálogo
O governo brasileiro sustenta que manteve diálogo com as autoridades americanas durante todo o processo, incluindo reuniões entre representantes dos dois países e participação nas audiências promovidas pelo USTR antes da decisão final.
Enquanto Washington mantém as novas tarifas, autoridades brasileiras e representantes do setor produtivo continuam buscando alternativas diplomáticas para reduzir os impactos das medidas sobre as exportações nacionais.



