⚖️ Senador do PL terá Davi Alcolumbre como principal adversário; possível candidatura de Tereza Cristina também movimenta as negociações políticas
O Partido Liberal (PL) oficializou, nesta quarta-feira (4), a indicação do senador Rogério Marinho (PL-RN) para disputar a presidência do Senado Federal no biênio 2027–2028. O anúncio foi feito após uma reunião da bancada do partido em Brasília.
Atual líder da oposição no Senado, Marinho terá como principal adversário o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro, também aparece como possível candidata.
A possibilidade de duas candidaturas do mesmo campo político preocupa integrantes da oposição, que avaliam que uma divisão dos votos poderia favorecer Alcolumbre. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), afirmou que Tereza Cristina continuará alinhada ao grupo. O próprio Marinho declarou que considera a senadora uma parceira política.
Para conquistar a presidência, Marinho precisará obter pelo menos 41 votos entre os 81 senadores. Apesar da força do PL, que deverá contar com a maior bancada da Casa em 2027, o partido precisará negociar com outras legendas para alcançar a maioria necessária.
O senador já mencionou articulações com parlamentares do PP e do Republicanos. Enquanto isso, Alcolumbre busca consolidar apoios da federação União-PP, de integrantes do MDB e do PSD, além de parlamentares ligados à base do governo Lula.
A eleição está prevista para a primeira semana de fevereiro de 2027 e será realizada por votação secreta, conforme o Regimento Interno do Senado. Marinho, entretanto, defende que a escolha seja feita por voto aberto.
A disputa também envolve a distribuição de cargos estratégicos da Mesa Diretora e de comissões importantes, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Além da articulação política, Marinho já apresentou posições sobre temas que podem ganhar espaço na próxima legislatura. O senador defende a possibilidade de anistia para condenados pelos atos de 8 de Janeiro e pela trama golpista. Também afirmou que não pretende fazer do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) uma bandeira de campanha, mas declarou que não haverá omissão caso algum ministro cometa crime de responsabilidade.
A definição do comando do Senado terá impacto direto na agenda legislativa e na relação entre o Congresso, o governo federal e o Judiciário nos próximos dois anos.



