🚨 O Comitê de Política Monetária estabiliza a taxa básica em 13,75% ao ano, ampliando a vantagem sobre Turquia e Argentina em um cenário de incertezas econômicas e fiscais.
O Brasil ampliou a sua distância em relação ao segundo colocado e continua a ocupar o posto de país com o maior juro real do mundo, após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidir manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. Esta decisão interrompe uma sequência de cinco cortes consecutivos na política monetária brasileira.
O indicador de juro real, obtido ao subtrair a inflação projetada para os próximos doze meses da taxa de juro nominal, situou-se em 9,49% no país, de acordo com um levantamento compilado pela MoneYou. Com essa estabilização, a Turquia assumiu a segunda colocação no ranking global, registrando juros reais de 7,77%, ao passo que a Argentina ficou com o terceiro lugar, marcando 6,80%. A Rússia, que ocupava anteriormente a segunda posição, recuou para o quarto lugar com 6,57%. Como resultado, a diferença entre o Brasil e o novo segundo colocado do ranking aumentou de 1,66 para 1,72 ponto percentual em comparação com o levantamento prévio de setembro.
A instituição financeira destacou que as expectativas de inflação mais elevadas comprimiram as taxas de juros reais na maior parte dos países, sob a influência das incertezas geopolíticas associadas ao conflito no Oriente Médio. No âmbito interno, a trajetória das taxas permanece sob interrogações decorrentes do período pós-eleitoral, impulsionadas pelas discussões em torno da política fiscal, pela desvalorização do real e pela pressão exercida sobre a curva de juros.
No que tange aos juros nominais, desconsiderando o desconto da inflação prevista, o Brasil conserva a quarta posição mundial em 13,75%, ficando atrás da Turquia (36%), da Argentina (29%) e da Rússia (14%).


