📱 Criminosos se passam por funcionários de bancos, induzem vítimas a realizar transferências e já provocaram prejuízos de centenas de milhares de reais
Imagens obtidas pelo Fantástico revelam como atuam quadrilhas especializadas no golpe da falsa central bancária. Os criminosos se passam por funcionários de instituições financeiras, apresentam supostas transações suspeitas e convencem as vítimas de que precisam seguir determinados procedimentos para proteger suas contas.
Em um dos casos mostrados na reportagem, um advogado de Cascavel (PR) teve um prejuízo de aproximadamente R$ 600 mil. Os criminosos retiraram dinheiro da conta, utilizaram o limite do cheque especial e ainda contrataram um financiamento em nome da vítima.
🔎 COMO FUNCIONA O GOLPE
- FALSA IDENTIDADE: Os criminosos entram em contato se passando por gerentes ou especialistas em segurança do banco e utilizam informações da vítima para tornar a abordagem mais convincente.
- GATILHO DE URGÊNCIA: A vítima é informada sobre uma suposta compra, transferência ou movimentação suspeita e é pressionada a agir rapidamente.
- TRANSFERÊNCIAS INDUZIDAS: Sob o pretexto de cancelar ou proteger operações, os golpistas conduzem a vítima pelos procedimentos necessários para transferir o próprio dinheiro.
- ATAQUE EM MASSA: Segundo investigadores, as quadrilhas podem disparar a mesma abordagem para dezenas de pessoas, apostando que parte das vítimas cairá no golpe.
- QUADRILHAS ORGANIZADAS: Investigações apontam a divisão de tarefas entre grupos responsáveis por abordar vítimas, obter dados e reproduzir páginas ou estruturas utilizadas para aplicar as fraudes.

🚔 OPERAÇÕES REVELAM A ESTRUTURA DOS GRUPOS
Uma operação realizada em julho terminou com 22 prisões e apreendeu celulares, computadores e documentos utilizados por uma falsa central bancária. Segundo a investigação, o grupo mantinha informações sigilosas das vítimas e possuía até um quadro com metas mensais.
Em outro caso, um homem foi preso em flagrante após retirar R$ 17,4 mil de duas contas de um idoso de 82 anos. A fraude começou com uma ligação que levou a vítima a fornecer informações e seguir as orientações dos criminosos.
⚠️ ALERTA AOS CLIENTES
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) reforça que instituições financeiras não solicitam transferências como procedimento de segurança.
Ao receber uma ligação sobre uma suposta fraude, o cliente deve desconfiar, encerrar o contato e procurar o banco exclusivamente pelos canais oficiais, como o aplicativo ou o número informado no cartão.
A principal estratégia dos criminosos é fazer a vítima acreditar que está protegendo o próprio dinheiro, quando, na realidade, está sendo conduzida a entregar seus recursos.



