🤝 Presidente do Senado ajudou a construir posição neutra da federação em estados estratégicos, movimento que também enfraquece palanques ligados a Flávio Bolsonaro
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), atuou nos bastidores para garantir a neutralidade da federação formada por União Brasil e PP em estados considerados estratégicos para as eleições de 2026.
A articulação ocorreu em meio à tentativa de reaproximação política entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois haviam se afastado após o Senado rejeitar, em abril, a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas voltaram a se reunir na última semana.
🔎 COMO FOI A ARTICULAÇÃO
No Rio de Janeiro, a federação União Brasil–PP decidiu permanecer neutra após uma reunião envolvendo integrantes da campanha de Eduardo Paes (PSD), o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, Alcolumbre — que participou por telefone — e lideranças do PP.
A decisão é considerada relevante porque o Rio é um dos principais redutos eleitorais da família Bolsonaro. A neutralidade da federação favorece o palanque de Paes e, ao mesmo tempo, reduz o apoio partidário disponível para Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.
Em Minas Gerais, União Brasil e PP optaram por apoiar o governador Mateus Simões (PSD), deixando o PL de Flávio Bolsonaro sem o apoio formal da federação no estado.
🗳️ IMPACTO NAS ELEIÇÕES DE 2026
A movimentação de Alcolumbre contribui para afastar parte dos partidos do chamado Centrão de palanques importantes ligados ao PL de Flávio Bolsonaro.
Em São Paulo, entretanto, o cenário é diferente. O desempenho do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas pesquisas para a reeleição mantém uma situação mais favorável ao grupo de Flávio Bolsonaro no maior colégio eleitoral do país.
🤝 REAPROXIMAÇÃO COM LULA
A reconstrução da relação entre Lula e Alcolumbre também possui dimensão eleitoral. Segundo o g1, a tentativa de aproximação ocorre em meio aos interesses do PT na formação de palanques para 2026.
Para Alcolumbre, a reeleição à Presidência do Senado também está entre os fatores que impulsionam a tentativa de aproximação com Lula, que aparece à frente nas pesquisas eleitorais, ainda que por margem estreita.
A movimentação mostra que a disputa de 2026 já está provocando rearranjos importantes entre União Brasil, PP, PT e PL, especialmente nos maiores colégios eleitorais do país.



