📉 Abiquim envia carta aos EUA e afirma que sobretaxas podem prejudicar empresas americanas e abrir espaço para concorrentes asiáticos
A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) iniciou uma ofensiva diplomática contra as novas tarifas comerciais avaliadas pelo governo de Donald Trump. Em carta enviada ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), a entidade pediu que produtos químicos e petroquímicos brasileiros sejam retirados das medidas tarifárias.
Segundo a associação, a aplicação das sobretaxas pode produzir um efeito contrário ao esperado pelos Estados Unidos, reduzindo a competitividade das cadeias produtivas americanas e favorecendo fornecedores da China e de outros países asiáticos.
📊 Setor brasileiro aponta riscos para o mercado americano
A Abiquim argumenta que a indústria química dos dois países possui uma relação de integração, com empresas americanas utilizando produtos e insumos fabricados no Brasil.
A entidade afirma ainda que o setor químico brasileiro não representa uma ameaça comercial aos Estados Unidos, destacando que o país mantém superávit nas relações comerciais de produtos químicos com o Brasil.
Para a associação, o aumento das tarifas poderia elevar custos para empresas americanas, prejudicar cadeias de abastecimento e incentivar a substituição de fornecedores brasileiros por concorrentes de outros mercados.
💰 Tarifas podem atingir milhares de produtos brasileiros
As medidas comerciais avaliadas pelo governo americano incluem uma possível sobretaxa de 25% por alegações de práticas comerciais consideradas desleais e uma taxa adicional de 12,5% relacionada a questões de fiscalização de trabalho forçado, segundo informações divulgadas sobre a investigação.
Caso aplicadas simultaneamente, as tarifas poderiam representar um impacto de até 37,5% sobre determinados produtos brasileiros, afetando cerca de 4,1 mil itens exportados, que movimentam aproximadamente US$ 14,9 bilhões por ano.
🌎 Brasil amplia articulação contra medidas comerciais
A reação não está restrita ao setor químico. Entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Fiesp e representantes do agronegócio também trabalham para tentar negociar exceções ou mudanças nas medidas propostas.
O objetivo dos setores produtivos é evitar perdas para exportadores brasileiros e preservar relações comerciais já consolidadas com os Estados Unidos.



