🇧🇷 Militares avaliam que eventual ação contra narcotraficantes dependeria da cooperação brasileira; país também ficou fora de força-tarefa anunciada por Washington
A cúpula das Forças Armadas brasileiras considera improvável que operações terrestres planejadas pelos Estados Unidos contra narcotraficantes na América Latina sejam realizadas em território brasileiro.
Segundo integrantes das Forças Armadas que mantêm contato com militares americanos, uma eventual ação direta no Brasil dependeria da cooperação das instituições brasileiras, especialmente do Exército, que possui atuação ao longo dos quase 17 mil quilômetros de fronteira terrestre do país.
Os militares também avaliam que a extensão e a complexidade das fronteiras brasileiras representariam um grande desafio para qualquer operação terrestre estrangeira. Além disso, o Brasil não é considerado um dos principais produtores de drogas da região, embora tenha relevância como mercado consumidor e rota de circulação do tráfico.
A avaliação ocorre após o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmar durante visita ao Panamá que Washington pretende ampliar as operações contra narcotraficantes e realizar ações em terra na América Latina.
Os EUA também anunciaram uma força-tarefa liderada pelo Comando Sul para combater organizações criminosas na região. Segundo informações divulgadas pelo Diário do Centro do Mundo, a iniciativa envolve 18 países e não inclui o Brasil.
Diante desse cenário, integrantes da cúpula militar avaliam que uma operação terrestre americana em território brasileiro apresenta baixa probabilidade, especialmente porque uma ação desse tipo exigiria, na prática, algum nível de participação ou autorização das instituições brasileiras.
Por enquanto, portanto, não há indicação de que os Estados Unidos estejam planejando uma operação terrestre no Brasil. A discussão está relacionada aos novos planos de Washington para combater o narcotráfico na América Latina e às avaliações feitas pelos militares brasileiros sobre os possíveis cenários.



