🚨 Ministro do STJ, afastado desde fevereiro por acusações de importunação e assédio sexual, também passa a ser alvo de apuração da Polícia Federal em investigação da Operação Sisamnes
O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a ser investigado pela Polícia Federal no inquérito que apura um suposto esquema de venda de sentenças no âmbito da Operação Sisamnes.
A autorização foi concedida pelo ministro Cristiano Zanin, após a Polícia Federal informar que identificou menções a familiares de Buzzi em materiais reunidos durante as investigações. A partir desses elementos, os investigadores irão analisar se existem indícios que relacionem o ministro ou seus familiares ao esquema.
Paralelamente, Marco Buzzi permanece afastado das funções no STJ desde fevereiro de 2026, quando passou a responder a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por acusações de importunação e assédio sexual apresentadas por duas mulheres. O julgamento desse processo está marcado para o dia 6 de agosto e ocorrerá sob sigilo.
Em nota, a defesa do ministro negou qualquer irregularidade. Os advogados afirmam que Buzzi não possui relação com as atividades de seus familiares, destaca que a legislação o impede de atuar em processos envolvendo parentes e sustenta que não há elementos que comprovem sua participação em qualquer esquema ilícito.
Além de Marco Buzzi, o STF também autorizou o aprofundamento das investigações envolvendo o ministro Paulo Dias de Moura Ribeiro, após pedido da Polícia Federal com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo os investigadores, as novas diligências buscam esclarecer se houve participação de autoridades, servidores ou agentes privados no suposto esquema de venda de decisões judiciais.



