🔥 Ação em Vigário Geral e Parada de Lucas mobiliza mais de 200 policiais; quatro suspeitos foram presos e dois fuzis apreendidos. Três caminhões também foram incendiados na Avenida Brasil.
A Polícia Militar do Rio de Janeiro realizou, nesta segunda-feira (24), uma nova ofensiva contra grupos criminosos que atuam no Complexo de Israel, na Zona Norte da capital. A operação concentrou-se nas comunidades de Vigário Geral e Parada de Lucas, que integram o conjunto de favelas dominado pelo Terceiro Comando Puro (TCP).
A ação mobilizou mais de 200 policiais militares, incluindo unidades especializadas, e representa a segunda fase de uma operação iniciada na sexta-feira (21). Entre os objetivos estão o combate ao tráfico de drogas, a contenção de disputas territoriais entre grupos criminosos, a localização de lideranças e a repressão a práticas de perseguição e intolerância religiosa atribuídas a traficantes da região.
⚠️ INTOLERÂNCIA RELIGIOSA É UM DOS ALVOS DA OPERAÇÃO
Segundo a Polícia Militar, a ofensiva também busca combater práticas de perseguição contra minorias religiosas, incluindo praticantes de religiões de matriz africana e outros segmentos cristãos.
Investigações e relatos reunidos pelas autoridades apontam que grupos criminosos que controlam áreas do Complexo de Israel teriam imposto restrições à liberdade religiosa, incluindo perseguições e ações contra locais de culto.
A PM afirma que a estabilização territorial das comunidades é necessária para reduzir a influência das organizações criminosas e garantir maior segurança à população.
🔥 TRÊS CAMINHÕES SÃO INCENDIADOS NA AVENIDA BRASIL
Durante a manhã, três caminhões foram incendiados na Avenida Brasil, nas pistas em direção ao Centro e à Zona Oeste.
A Polícia Militar acredita que os ataques tenham sido uma represália de criminosos ligados a Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, apontado como chefe do tráfico no Complexo de Israel, em reação à operação policial.
A ocorrência provocou impactos importantes na mobilidade. A Avenida Brasil e a Linha Vermelha chegaram a ser interditadas preventivamente durante a madrugada, e pelo menos 20 linhas de ônibus precisaram sofrer desvios.
🔫 QUATRO SUSPEITOS SÃO PRESOS E FUZIS APREENDIDOS
Durante a operação, quatro suspeitos foram presos em uma área de mata. Os policiais também apreenderam dois fuzis.
A operação ocorre em meio a uma escalada de confrontos e disputas territoriais envolvendo criminosos do Complexo de Israel e grupos de outras comunidades da Zona Norte.
De acordo com o porta-voz da PM, major Maicon Pereira, a atuação policial também busca impedir confrontos entre integrantes do Complexo de Israel e criminosos das comunidades de Dourados, Tinta, Quitungo e Complexo da Penha, que poderiam colocar moradores em risco.
🛡️ SEGUNDA FASE DA OFENSIVA
A operação desta segunda-feira é a continuação de uma ação iniciada na sexta-feira, quando policiais atuaram nas comunidades de Cinco Bocas, Pica-pau e Cidade Alta.
Na Cidade Alta, segundo a PM, mais de nove veículos foram recuperados e mais de dez toneladas de barricadas foram removidas.
A corporação também identificou, pela primeira vez, o uso de carros-bomba por traficantes durante a ofensiva. Segundo a PM, foram encontradas barricadas com explosivos que poderiam ser acionados à distância contra as forças de segurança.
Após a estabilização daquela região, os policiais avançaram para Parada de Lucas e Vigário Geral, dando início à segunda etapa da operação.
📍 COMPLEXO DE ISRAEL
O Complexo de Israel reúne cinco comunidades e é apontado pelas autoridades como uma área sob domínio do TCP. A localização de algumas dessas comunidades oferece vantagens estratégicas para grupos criminosos, permitindo maior controle territorial e observação das movimentações de forças de segurança.
A Polícia Militar afirma que a ofensiva pretende enfraquecer a estrutura criminosa, reduzir disputas territoriais e ampliar a segurança para os moradores.
Até a atualização das informações, a operação permanecia em andamento.



