🗳️ Candidato do PL afirma que filme sobre Jair Bolsonaro não recebeu dinheiro público e diz que ação da PF terá impacto zero em sua campanha
O senador Flávio Bolsonaro (PL) classificou como “interferência política” a Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10), por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares para entidades relacionadas à produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao todo, foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal. Entre os alvos estão o ex-secretário de Cultura e deputado federal Mário Frias e a produtora Karina Gama. Flávio Bolsonaro não é alvo da Operação Make Up.
Em declaração feita em Roraima, Flávio afirmou que o longa “não tem dinheiro público” e avaliou que a investigação terá “impacto zero” em sua campanha eleitoral. A afirmação sobre a origem dos recursos é uma declaração do próprio senador e ocorre enquanto a PF apura justamente a possível destinação irregular de verbas públicas relacionadas à produção.
Segundo a investigação, haveria suspeita de atuação coordenada entre agentes públicos e privados para direcionar recursos recebidos por entidades a empresas subcontratadas, sem comprovação dos serviços prestados. A PF apura possíveis crimes como peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Paralelamente, Flávio Bolsonaro é investigado em outro procedimento, sob relatoria do ministro André Mendonça, relacionado ao caso Banco Master. Nessa investigação distinta, mensagens indicariam que o senador teria solicitado ao empresário Daniel Vorcaro recursos para o filme, incluindo um pedido de R$ 130 milhões, dos quais R$ 61 milhões teriam sido pagos, segundo as informações divulgadas.


