🏛️ Vaga deixada por Luís Roberto Barroso continua aberta, enquanto Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes devem atingir a idade de aposentadoria compulsória; indicações dependem da aprovação do Senado
O próximo presidente da República poderá indicar até quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) durante o mandato que começa em janeiro de 2027. A possibilidade envolve a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, cuja aposentadoria ocorreu em 2025, e as aposentadorias compulsórias previstas de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.
O número de indicações dependerá do calendário das vagas. A cadeira de Barroso continua aberta após o Senado rejeitar, em abril de 2026, a indicação de Jorge Messias, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula ainda poderá apresentar outro nome antes do fim de seu mandato.
📅 Três aposentadorias previstas até 2030
As outras possíveis vagas estão relacionadas à regra constitucional que estabelece a aposentadoria compulsória dos ministros do STF aos 75 anos.
- Luiz Fux: deve atingir a idade-limite em abril de 2028.
- Cármen Lúcia: deve atingir a idade-limite em abril de 2029.
- Gilmar Mendes: completa 75 anos em dezembro de 2030, próximo ao fim do mandato presidencial iniciado em janeiro de 2027.
O calendário poderá sofrer alterações caso algum ministro deixe a Corte antecipadamente. A vaga de Gilmar Mendes, em particular, dependerá do momento em que a aposentadoria ocorrer e de quem estiver na Presidência da República naquele período.
🗳️ O peso da eleição presidencial
A composição futura do Supremo poderá ser influenciada pelo resultado da eleição presidencial de 2026. Em um eventual novo mandato de Lula, as nomeações poderiam ampliar a participação de ministros indicados por governos petistas.
Caso Flávio Bolsonaro vença, ele poderá fazer indicações próprias, além de eventuais escolhas para vagas que surjam durante seu governo. A reportagem do R7 projeta que, nesse cenário, seis dos 11 ministros teriam sido indicados por Jair Bolsonaro e pelo filho, caso as quatro nomeações previstas fiquem a cargo desse grupo político.
Essas projeções, porém, não determinam automaticamente o perfil ideológico da Corte. Os ministros têm independência para julgar e não são obrigados a seguir as posições políticas de quem os indicou.
🏛️ Como funciona a escolha dos ministros
A Constituição estabelece que os ministros do STF sejam brasileiros natos, tenham mais de 35 e menos de 70 anos no momento da nomeação, possuam notável saber jurídico e reputação ilibada.
A indicação é feita pelo presidente da República, mas precisa ser aprovada pelo Senado Federal por maioria absoluta — pelo menos 41 dos 81 senadores. Portanto, o apoio parlamentar será decisivo para a confirmação dos nomes escolhidos.
A renovação do Supremo poderá influenciar decisões judiciais e debates institucionais por muitos anos, mas seus efeitos dependerão dos nomes efetivamente indicados, da aprovação do Senado e da atuação independente dos ministros.



