🏛️ Jornal aponta concentração de poderes individuais como fator do desgaste e cobra de Fachin uma sessão pública para analisar as acusações envolvendo integrantes da Corte
Em editorial publicado nesta quarta-feira (9), a Folha de S.Paulo defendeu o afastamento do ministro Alexandre de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, como medidas imediatas para tentar restabelecer a ordem institucional no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o jornal, a crise atual seria resultado de um processo de concentração de poderes individuais nas mãos de ministros, com decisões monocráticas e falta de colegialidade contribuindo para o agravamento dos conflitos dentro da Corte.
O editorial relaciona o cenário às recentes revelações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, incluindo o contrato firmado com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, e as mensagens encontradas no celular do empresário que foram interpretadas pela Polícia Federal como diálogos com um contato associado ao ministro.
A Folha também critica a reação de Moraes aos movimentos conduzidos pelo ministro André Mendonça, relator de investigações relacionadas ao caso, além da atuação do procurador-geral Paulo Gonet e de Flávio Dino em decisões que envolveram o comando da Polícia Federal.
No encerramento, o jornal afirma que os afastamentos de Moraes e Gonet seriam as “medidas imediatas mais eficazes” para iniciar o restabelecimento da ordem no STF. A publicação também cobra do presidente da Corte, Edson Fachin, a realização urgente de uma sessão pública do plenário para examinar as acusações envolvendo ministros.
A discussão deverá ganhar novo capítulo na terça-feira (15), às 10h, quando está prevista uma sessão extraordinária do STF para analisar a validade dos relatórios apresentados por André Mendonça e a eventual abertura de investigação envolvendo Alexandre de Moraes.
É importante destacar que as afirmações sobre irregularidades e possíveis conflitos apresentadas no editorial representam avaliações e críticas da Folha, e não conclusões judiciais definitivas.


