📜 Data Magna Paulista relembra um dos maiores conflitos armados da história do Brasil
Celebrado exclusivamente no estado de São Paulo, o 9 de julho marca a Revolução Constitucionalista de 1932, um levante armado liderado por tropas paulistas contra o governo provisório de Getúlio Vargas. O movimento reivindicava a convocação de uma Assembleia Constituinte e a restauração da ordem constitucional no país.
Instituído como feriado estadual em 1997, o 9 de julho é considerado a Data Magna de São Paulo e homenageia os milhares de civis e militares que participaram do conflito.
🏛️ Por que a Revolução começou?

A Revolução Constitucionalista teve origem no cenário político criado após a Revolução de 1930, quando Getúlio Vargas assumiu o poder e dissolveu o Congresso Nacional, suspendeu a Constituição de 1891 e passou a governar provisoriamente por decretos.
Além disso, Vargas substituiu governadores eleitos por interventores nomeados pelo governo federal. Em São Paulo, a indicação de João Alberto Lins de Barros para comandar o estado aumentou o descontentamento de setores da sociedade paulista.
A tensão cresceu ainda mais em 23 de maio de 1932, quando uma manifestação terminou com a morte de quatro estudantes: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. As iniciais de seus sobrenomes deram origem ao movimento MMDC, que se tornou um dos principais símbolos da mobilização constitucionalista.
⚔️ O início do conflito
Na noite de 9 de julho de 1932, tropas paulistas iniciaram o levante armado contra o governo federal. O movimento rapidamente contou com o apoio de milhares de voluntários, que atuaram tanto nas frentes de combate quanto na produção de alimentos, uniformes e equipamentos para sustentar o esforço de guerra.
Durante o conflito, a população também participou de campanhas de arrecadação de recursos, incluindo a tradicional campanha “Ouro para o Bem de São Paulo”, destinada ao financiamento das operações militares.

🏁 Como terminou a Revolução?
Os líderes paulistas esperavam receber apoio militar de outros estados, especialmente Minas Gerais e Rio Grande do Sul, mas essa adesão não ocorreu.
Após quase três meses de combates, São Paulo foi derrotado militarmente e assinou a rendição em 2 de outubro de 1932.
O número de vítimas varia conforme a fonte histórica. Os registros oficiais apontam mais de 600 constitucionalistas mortos, enquanto outras estimativas indicam que o total de vítimas do conflito pode ter ultrapassado mil pessoas.
📖 O legado da Revolução Constitucionalista
Embora tenha terminado com derrota no campo militar, a Revolução Constitucionalista é considerada por muitos historiadores um importante fator de pressão para a convocação da Assembleia Nacional Constituinte, que resultou na promulgação da Constituição de 1934.
O feriado de 9 de julho foi oficializado pela Lei Estadual nº 9.497, sancionada em 5 de março de 1997, durante o governo de Mário Covas, tornando a data um dos principais marcos cívicos da história paulista.



