🔎 Investigação aponta participação de servidores públicos, advogados e contraventores em esquema envolvendo fraudes, vazamento de informações sigilosas e tentativa de impedir apurações
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (21) a Operação Infiltrados para investigar uma organização suspeita de realizar fraudes contra a Caixa Econômica Federal, com prejuízo estimado em aproximadamente R$ 45 milhões envolvendo correntistas e beneficiários da instituição.
Segundo a PF, o grupo também é investigado por supostos crimes de obstrução de Justiça, acesso ilegal a informações sigilosas e vazamento de dados privilegiados.
🕵️ Como funcionava o esquema investigado
De acordo com as apurações, a organização teria estruturado uma rede para realizar retiradas indevidas de valores e obter informações internas da instituição financeira.
A investigação aponta que o grupo contaria com a participação de:
- Servidores públicos, suspeitos de colaborar com o fornecimento de informações restritas;
- Advogados, que teriam atuado para dificultar eventuais investigações;
- Contraventores, apontados pela PF como possíveis responsáveis por facilitar a corrupção de agentes públicos e dar suporte ao esquema.
A corporação afirma que os envolvidos utilizavam essas conexões para acessar informações sigilosas e tentar impedir o avanço das investigações.
🚔 Operação mobilizou mais de 120 policiais federais
A ação contou com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (GAECO/MPF).
Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
As buscas ocorreram nos municípios de:
📍 Rio de Janeiro (RJ)
📍 Duque de Caxias (RJ)
📍 Nova Iguaçu (RJ)
📍 Niterói (RJ)
📍 Cabo Frio (RJ)
📍 Indaiatuba (SP)
📍 Salto (SP)
⚖️ Investigados podem responder por diversos crimes
Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder por crimes como:
- Organização criminosa;
- Obstrução de Justiça;
- Violação de sigilo funcional;
além de outros delitos que possam ser identificados durante o avanço das investigações.
Até o momento, os envolvidos são considerados suspeitos, e a investigação seguirá para esclarecer a participação individual de cada um.



