📊 Maranguape (CE) lidera o ranking pelo segundo ano consecutivo; Amapá segue como o estado mais violento, enquanto Santa Catarina registra a menor taxa de mortes violentas do país.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgou nesta quinta-feira (23) o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, com dados referentes a 2025. O levantamento mostra que as 10 cidades mais violentas do Brasil, entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, estão localizadas na Região Nordeste. A Bahia concentra cinco cidades no ranking, seguida pelo Ceará, com três, além de Pernambuco e Paraíba, com uma cada.
Maranguape (CE) permaneceu na primeira colocação pelo segundo ano seguido, com 100,3 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes, sendo o único município brasileiro a ultrapassar a marca de 100 no período analisado.
📍 Ranking das 10 cidades mais violentas do Brasil
- Maranguape (CE) – 100,3
- Eunápolis (BA) – 85,1
- Maracanaú (CE) – 80,7
- Porto Seguro (BA) – 71,2
- Simões Filho (BA) – 68,1
- Jequié (BA) – 67,4
- Caucaia (CE) – 66,6
- Cabo de Santo Agostinho (PE) – 65,1
- Santa Rita (PB) – 60,9
- Juazeiro (BA) – 55,8
As Mortes Violentas Intencionais (MVI) englobam homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.
🗺️ Estados mais e menos violentos
Entre os estados, o Amapá manteve a maior taxa de mortes violentas do país, com 42,5 casos por 100 mil habitantes, seguido por Bahia (36,8) e Ceará (34,7). Apesar de permanecerem nas primeiras posições, os três registraram redução em relação ao ano anterior.
Na outra ponta do ranking, Santa Catarina passou a ocupar a posição de estado menos violento do Brasil, com taxa de 7,6 mortes violentas por 100 mil habitantes, superando São Paulo, que registrou 7,8.
📉 Brasil registra menor taxa de mortes violentas da série histórica
O Anuário também aponta que o Brasil alcançou, em 2025, a menor taxa de mortes violentas desde o início da série histórica, com 19,1 casos por 100 mil habitantes. Ao mesmo tempo, o levantamento mostra que os feminicídios bateram novo recorde, evidenciando que a violência contra a mulher continua em alta, apesar da redução geral dos assassinatos.



