⚖️ Colunista do UOL relaciona a criação e expansão do Credcesta a medidas adotadas durante gestões petistas, mas afirmações sobre influência política são objeto de controvérsia
O colunista Alexandre Borges, em artigo publicado no UOL, sustenta que o crescimento do Banco Master esteve diretamente relacionado a negócios e decisões tomadas na Bahia durante governos do PT. O argumento central é que o Credcesta, criado no estado e posteriormente incorporado à estrutura de negócios do grupo Master, teve papel importante na expansão da instituição.
Segundo Borges, a trajetória do negócio passa pela privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) durante o governo de Rui Costa e pela posterior autorização para que o Credcesta oferecesse crédito consignado aos servidores públicos estaduais. O colunista afirma que, em determinado momento, o produto chegou a representar parcela significativa da carteira de varejo do banco.
O artigo também aborda um decreto publicado em 2022, durante a gestão de Rui Costa, que, segundo a análise de Borges, teria criado obstáculos para a portabilidade de contratos do Credcesta para outras instituições financeiras. Esse episódio faz parte da discussão sobre a relação entre as decisões do governo baiano e a expansão do negócio.
📈 Credcesta e expansão do grupo Master
Borges relaciona a estrutura construída na Bahia à expansão posterior das operações de crédito consignado do grupo Master para outros estados e também para beneficiários do INSS.
A análise, porém, não significa que esteja comprovado que o PT baiano tenha “criado” ou controlado o Banco Master. O que pode ser estabelecido é a existência de negócios e medidas administrativas realizados durante governos petistas que, segundo o colunista e outras reportagens, tiveram importância para a trajetória do Credcesta e sua posterior relação com o grupo Master.
🗣️ Acusações são contestadas
As conclusões políticas de Borges são controversas e Rui Costa nega as acusações relacionadas à atuação de seu governo no caso.
Além disso, o próprio debate sobre o Banco Master não envolve exclusivamente o PT. Investigações e reportagens sobre a instituição também apontam relações com diferentes grupos políticos e autoridades de outros espectros ideológicos.
Por isso, a afirmação presente no título do artigo — “Não haveria Master sem o PT da Bahia” — deve ser entendida como a avaliação e a tese de Alexandre Borges, e não como uma conclusão oficial ou fato definitivamente comprovado.



