🚨 Ministro do STF também determina afastamento do diretor de Inteligência da PF e manda apurar produção de relatórios considerados irregulares
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo de Andrei Passos Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A decisão também afastou Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da corporação.
Segundo Mendonça, as medidas têm como objetivo evitar “constrangimentos ilegais” e permitir que o STF, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a própria Polícia Federal exerçam suas funções sem interferências indevidas. O ministro também determinou que a Corregedoria da PF instaure procedimentos para apurar a produção de relatórios de inteligência considerados irregulares.
A decisão está relacionada a relatórios internos da PF que, segundo Mendonça, teriam monitorado sua atuação no Supremo e levantado informações sobre sua relação com o advogado-geral da União, Jorge Messias. O ministro classificou a produção desses documentos como grave e apontou suspeitas de participação ou omissão da cúpula da corporação. Essas acusações, porém, ainda são objeto de apuração e não representam uma conclusão definitiva de responsabilidade criminal ou administrativa de Andrei Rodrigues.
A medida também ocorreu após petições apresentadas pelo Partido Novo nos dias 2 e 3 de setembro, que pediam o afastamento de Andrei e sua prisão preventiva. Mendonça acolheu o pedido de afastamento, mas não determinou a prisão do diretor-geral da PF.
🏛️ Segunda Turma do STF já formou maioria
Mendonça determinou que sua decisão fosse submetida à Segunda Turma do STF. O julgamento começou nesta terça-feira e Luiz Fux e Kassio Nunes Marques acompanharam Mendonça, formando maioria pela manutenção do afastamento. O ministro Gilmar Mendes pediu vista e suspendeu a análise, mas o afastamento permanece em vigor.
A decisão ocorre em meio ao conflito entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes, que havia utilizado um relatório da PF para solicitar investigação contra Mendonça. Agora, o ministro que é alvo daquele relatório considera sua produção irregular e determinou medidas contra integrantes da própria Polícia Federal.



