💰 Investigação apura saques de R$ 500 mil atribuídos ao presidente do tribunal e movimentações de R$ 33 milhões realizadas por um dos suspeitos em apenas um ano.
A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (29), a Operação Tomada de Contas, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo contratos administrativos e possíveis desvios de recursos públicos no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT).
A ação resultou na prisão preventiva do presidente do tribunal, Sérgio Ricardo de Almeida, do procurador Grhegory Paiva Pires e de outros quatro servidores. A Polícia Federal ainda não divulgou qual seria a participação individual de cada um dos investigados no suposto esquema.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam garrafas de vinhos, relógios de luxo, veículos, documentos e grandes quantias de dinheiro em espécie, incluindo notas de reais e euros. As apreensões foram registradas em imagens divulgadas pela Polícia Federal.
💰 Movimentações financeiras sob investigação
De acordo com as informações divulgadas sobre a investigação, foram identificados saques que somam R$ 500 mil atribuídos ao presidente do TCE-MT. Também foram detectadas movimentações financeiras de R$ 33 milhões, em apenas um ano, realizadas por um dos suspeitos.
A Polícia Federal apura se existe relação entre essas transações, contratos administrativos e um possível direcionamento de recursos públicos. A investigação busca esclarecer a origem e a finalidade das movimentações financeiras.

⚖️ Conselheiros afastados
Por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), também foram afastados de suas funções os conselheiros em atividade Guilherme Maluf e Alisson Alencar, além do conselheiro aposentado Valter Albano da Silva, que ainda integrava a Comissão Permanente de Sustentabilidade do tribunal.
Ao todo, a operação cumpre seis mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Mais de 180 policiais federais participam da ação.
A decisão judicial também autorizou medidas para acesso a informações protegidas por sigilo e o bloqueio de bens relacionados à investigação.
Até a última atualização da reportagem do g1, a assessoria do TCE-MT não havia respondido ao contato do veículo.
As suspeitas seguem sob investigação, e as apreensões e movimentações financeiras identificadas não representam, por si só, comprovação de culpa dos envolvidos.



