💰 Viagem de luxo teria custado cerca de US$ 20 mil por pessoa e incluído safári em Botsuana, passagem por Moçambique e escala em Paris
Um inquérito da Polícia Federal obtido pela VEJA aponta que a empresária e lobista Roberta Luchsinger teria organizado e pago viagens internacionais para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e sua família.
Segundo a reportagem, uma das viagens teve custo estimado em US$ 20 mil por pessoa. O roteiro incluía Moçambique e Botsuana, na África, com realização de safári, além de uma passagem por Paris, na França.
🔎 O que consta na investigação
De acordo com os documentos obtidos pela revista, diálogos entre Lulinha e Roberta Luchsinger mostram que os dois discutiram os detalhes da viagem, incluindo hospedagens e custos.
Em uma das conversas, Lulinha teria perguntado se havia dinheiro para bancar a viagem e afirmado que a empresária cuidava de suas finanças. Roberta, por sua vez, teria dito que assumiria as despesas.
A empresária também teria mencionado que se tratava de uma viagem cara e que os gastos seriam pagos em dinheiro. Os investigadores analisam essas informações para verificar a origem dos recursos e se havia alguma relação entre os valores movimentados por Roberta e possíveis benefícios destinados a Lulinha.
🕵️ Suspeitas investigadas pela PF
Segundo a VEJA, a investigação apura suspeitas relacionadas à atuação de Lulinha e à possibilidade de que valores recebidos por uma empresa para a qual Roberta prestava serviços pudessem ter o filho do presidente como beneficiário final. Isso é uma linha de investigação, e não significa que o crime tenha sido comprovado.
A reportagem informa ainda que a PF investiga Roberta Luchsinger e Lulinha no contexto de suspeitas de tráfico de influência.
📌 Em resumo
- Investigado: Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha).
- Empresária citada: Roberta Luchsinger.
- Custo estimado: cerca de US$ 20 mil por pessoa.
- Destinos: Moçambique, Botsuana e Paris.
- Incluído no roteiro: safári e hospedagens de alto padrão.
- Fonte: documentos de inquérito da PF obtidos pela VEJA.
- Situação: os fatos estão sob investigação; a existência das despesas não comprova, por si só, ilícitos.



