🔎 Material foi enviado por Roberta Luchsinger e previa diretrizes para uma eventual contratação pelo Ministério da Saúde
A Polícia Federal encontrou, no celular da empresária Roberta Luchsinger, uma mensagem enviada a Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mensagem continha um documento com diretrizes para uma possível contratação de medicamentos à base de canabidiol pelo Ministério da Saúde.
O material integra investigações que apuram possíveis relações entre empresários, lobistas e pessoas ligadas ao governo federal.
📄 Documento previa contratação por dispensa de licitação
Segundo as informações obtidas pela investigação, o arquivo era um termo de referência, documento utilizado como base técnica para processos de contratação da administração pública.
O material tratava de produtos derivados de canabidiol e previa a possibilidade de contratação por dispensa de licitação. A Polícia Federal investiga se o documento teria sido preparado para posteriormente ser utilizado pelo Ministério da Saúde em um eventual processo de aquisição.
Apesar da existência do documento, a contratação não foi concluída.
A PF também encontrou termos de referência relacionados à aquisição de produtos de canabidiol no celular de um funcionário ligado ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
👤 Roberta Luchsinger teria atuado na tentativa de intermediação
De acordo com os elementos reunidos pela investigação, Roberta Luchsinger teria participado da tentativa de intermediar o negócio com o Ministério da Saúde.
A empresária é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A PF apura se a proximidade de Roberta com pessoas ligadas ao governo poderia ter sido utilizada para facilitar contatos ou interesses privados junto à administração pública.
Até o momento, porém, não há confirmação de que o negócio tenha sido efetivamente fechado ou de que o governo tenha aprovado a contratação.
🏥 Ministério da Saúde nega discussão para oferta do produto no SUS
Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que não houve possibilidade de contratação de canabidiol porque o produto não está incorporado ao Sistema Único de Saúde.
A pasta declarou ainda que não compra nem fornece o produto e que não existiu, por parte da atual gestão, discussão para sua oferta na rede pública de saúde.
💬 Marcola afirma que recebeu o documento, mas não o encaminhou
Marcola confirmou a pessoas próximas que recebeu o material enviado por Roberta Luchsinger. Segundo a versão apresentada pelo ex-chefe de gabinete, entretanto, o documento não foi encaminhado por ele e não houve favorecimento no episódio.
O nome de Marcola também aparece em outra frente das investigações envolvendo pagamentos realizados por Roberta.
Segundo informações divulgadas anteriormente, a empresária teria pago despesas pessoais do ex-assessor. Marcola afirma que os valores faziam parte de um empréstimo pessoal de aproximadamente R$ 249 mil, que já teria sido quitado.
⚖️ PF apura suspeitas envolvendo interesses privados no governo
As mensagens sobre o documento de canabidiol, assim como outras conversas encontradas nos aparelhos apreendidos, fazem parte de investigações que apuram possíveis crimes como tráfico de influência, corrupção e favorecimento de interesses privados em órgãos federais.
A investigação, entretanto, não significa que os crimes tenham sido comprovados. As circunstâncias dos contatos, documentos e transações ainda são objeto de apuração pelas autoridades.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirma que ele não possui relação direta ou indireta com negócios desenvolvidos por Roberta Luchsinger e que está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.
A defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes afirmou que ainda não teve acesso ao celular do empresário e de seus funcionários. As defesas de Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro não quiseram se manifestar.



