💰 Operação Snooker 2 aponta suposto pagamento de propina, manipulação de declarações aduaneiras e lavagem de dinheiro; auditor-fiscal é apontado como chefe do esquema
A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira (25), um auditor-fiscal da Receita Federal e dois empresários suspeitos de participação em um esquema de corrupção e fraudes em operações de importação no Aeroporto Internacional de Fortaleza, no Ceará.
A ação, denominada Operação Snooker 2, cumpriu três mandados de prisão e 15 de busca e apreensão em Fortaleza, Caucaia e Eusébio, no Ceará, e em Salvador, na Bahia. Também foram apreendidos bens, incluindo veículos e artigos de luxo.
Segundo as investigações, o auditor-fiscal é apontado como possível chefe da organização criminosa e teria recebido aproximadamente R$ 6,8 milhões em vantagens indevidas para favorecer empresas envolvidas nas importações.
💰 Mais de R$ 27 milhões movimentados
A Receita Federal identificou mais de R$ 27 milhões em movimentações financeiras entre empresas relacionadas ao suposto esquema. Também foram identificadas aquisições de aproximadamente R$ 31,8 milhões em criptoativos, consideradas incompatíveis com os rendimentos oficialmente declarados.
A suspeita é de que parte desses recursos tenha sido utilizada para ocultar a origem do dinheiro obtido ilegalmente.
📦 Como o esquema teria funcionado
De acordo com as investigações, a organização seria dividida em quatro núcleos: público, empresarial, financeiro e auxiliar.
O auditor-fiscal teria fornecido informações e orientações sigilosas sobre operações de comércio exterior para beneficiar importadores e despachantes aduaneiros, em troca de pagamentos.
Em um dos casos investigados, uma empresa teria importado joias de prata, mas declarado os produtos como semijoias ou bijuterias de metais comuns, reduzindo o valor dos tributos devidos.
Em outro esquema, um casal de empresários de nacionalidade chinesa teria declarado valores inferiores aos reais em operações de importação para diminuir a carga tributária. Segundo a apuração, o grupo teria contado com a atuação do auditor para driblar a fiscalização aduaneira. A propina relacionada a esse núcleo é estimada em pelo menos R$ 2,5 milhões.
⚖️ Investigação continua
Os investigados são suspeitos de crimes como organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em operações de importação. A investigação continua para identificar outros possíveis integrantes e esclarecer toda a movimentação financeira do grupo.
Como o caso ainda está sob investigação, as acusações são tratadas como suspeitas e deverão ser comprovadas ao longo do processo judicial.



