👮 Segundo o Ministério Público, policiais usavam treinamento, armas e integrantes da Rota para fazer a segurança de diretores da Transwolff; Flores teria administrado empresas em nome de parentes e participado da estrutura financeira do esquema.
O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo José Henrique Martins Flores foi preso no sábado (29) por suspeita de integrar uma organização criminosa que prestava segurança privada a diretores da Transwolff, empresa de ônibus investigada por suposta ligação financeira com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Flores era o único dos quatro policiais militares denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) que permanecia em liberdade. Após a Justiça Militar expedir o mandado de prisão, ele se apresentou espontaneamente e foi levado ao Presídio Militar Romão Gomes.
🕵️♂️ Como funcionaria o esquema
Segundo a denúncia do MPSP, o grupo utilizava policiais militares, inclusive integrantes da Rota, para realizar a segurança armada dos executivos da Transwolff.
A acusação aponta que Flores administrava empresas de segurança registradas em nome de parentes, que seriam utilizados como “laranjas”, e teria determinado a emissão de notas fiscais falsas para conferir aparência legal aos pagamentos.
O capitão Alexandre Paulino Vieira é apontado como coordenador operacional. Segundo a investigação, ele recrutava policiais e negociava os serviços diretamente com os diretores da empresa.
Já os sargentos Cezário e Nereu Aparecido Alves seriam responsáveis pela escolta armada e pela vigilância dos executivos.
💰 R$ 1,18 milhão apreendido
Durante as investigações, policiais encontraram R$ 1,18 milhão em dinheiro vivo na residência do sargento Nereu.
O MPSP sustenta que Nereu também participava da logística financeira do esquema.
A defesa do policial, porém, nega qualquer envolvimento com organização criminosa e afirma que o dinheiro pertencia ao empresário Ricardo Barnabé, para quem Nereu prestava serviços.
Segundo os advogados, Barnabé declarou ser o proprietário da quantia, apresentou documentos sobre sua origem e afirmou que os valores tinham procedência lícita. A defesa também diz que a própria denúncia reconhece que essa documentação não havia sido analisada durante o inquérito.
⚖️ Acusações ainda serão julgadas
De acordo com o MPSP, os policiais tinham conhecimento das supostas ligações criminosas dos empresários da Transwolff e, mesmo assim, continuaram prestando os serviços até o início de 2026.
As acusações fazem parte de uma investigação e não representam condenação definitiva. A defesa dos envolvidos contesta as acusações.
A Transwolff é investigada por suspeitas de lavagem de dinheiro para o PCC, em um caso que também envolve a apuração sobre a atuação de policiais militares na segurança de seus dirigentes.



