A Polícia Civil apontou que a rebelião registrada na Penitenciária I de Potim, no interior de São Paulo, teve início após duas visitantes serem impedidas de entrar na unidade durante o dia de visitas. O motim resultou na morte de dois detentos, deixou outros quatro feridos e mobilizou forças de segurança por várias horas.
As informações constam no boletim de ocorrência elaborado após o episódio, ocorrido no último fim de semana, e que segue sob investigação das autoridades.
🔍 Visitas Barradas Teriam Motivado o Início da Rebelião

De acordo com a Polícia Civil, duas mulheres tiveram a entrada negada após o scanner corporal utilizado na revista de segurança identificar suspeitas de que elas estariam transportando material ilícito.
Segundo as investigações, presos que mantinham relacionamento com as visitantes reagiram à decisão e passaram a ameaçar servidores da unidade prisional. A situação rapidamente evoluiu para um motim dentro do pavilhão.
Os detentos exigiam a liberação da entrada das mulheres e, conforme o boletim policial, chegaram a ameaçar executar outros presos caso suas reivindicações não fossem atendidas.
⚠️ Presos Armados e Ameaças de Execução
Ainda segundo a investigação, os envolvidos utilizaram objetos improvisados como pedaços de metal, vergalhões, fragmentos de espelho e materiais cortantes para intimidar outros detentos e agentes penitenciários.
As autoridades apontam que alguns presos foram amarrados e submetidos a agressões físicas durante o período de maior tensão da rebelião.
O documento policial indica que os responsáveis pelo motim estabeleceram prazos e ameaçaram realizar novas execuções caso suas exigências continuassem sendo negadas.
🕊️ Dois Detentos Foram Mortos Durante o Motim
Durante a rebelião, dois presos foram assassinados dentro da unidade.
As investigações apontam que as vítimas sofreram agressões violentas. Após os homicídios, os corpos teriam sido mutilados pelos agressores, e uma das vítimas chegou a ser incendiada.
Os dois detentos mortos foram identificados como Gustavo Santos Lima Lourenço, de 24 anos, e Carlos Matheus Alves da Silva, de 41 anos.
Além das mortes, outros quatro presos ficaram feridos durante os confrontos.
👮 Visitantes Ficaram Retidos e GATE Foi Acionado
Durante a crise, 14 mulheres e uma criança que participavam do dia de visitas permaneceram dentro da unidade prisional até o avanço das negociações.
A situação mobilizou equipes da Polícia Penal, da Polícia Militar e do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE), responsável por auxiliar nas negociações para encerrar o motim.
Após horas de negociação, os presos envolvidos se renderam e o controle da penitenciária foi restabelecido na manhã de domingo.

⚖️ Investigação Continua
A Polícia Civil identificou suspeitos apontados como líderes da rebelião e informou que ao menos nove detentos já foram indiciados por participação nos crimes relacionados ao motim.
Após o encerramento da ocorrência, a unidade passou por uma revista geral e as visitas foram suspensas temporariamente por questões de segurança.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) instaurou procedimento interno para apurar os fatos, enquanto as investigações seguem para identificar todos os envolvidos e esclarecer a dinâmica completa da rebelião.



