A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro encontrou uma estrutura clandestina de mineração de criptomoedas dentro do Complexo do Lins, comunidade controlada pelo Comando Vermelho. A descoberta aconteceu durante mais uma fase da Operação Contenção, realizada nesta sexta-feira (22).
Segundo a investigação, a polícia apura se a produção de moedas digitais estaria sendo utilizada para lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e de outros crimes praticados pela facção.
💻 Estrutura tinha dezenas de computadores ligados clandestinamente
Os agentes localizaram uma espécie de “fazenda” de mineração montada em um imóvel aparentemente abandonado da comunidade.
No local, havia:
- cerca de 30 computadores conectados em linha;
- sistemas de ventilação reforçada;
- ventoinhas industriais;
- exaustores para resfriamento do ambiente.
A energia utilizada pelos equipamentos vinha de uma ligação clandestina, conhecida como “gato”, feita diretamente em um poste da rede elétrica.
Segundo a polícia, a estrutura funcionava de forma automatizada e podia ser monitorada remotamente, sem necessidade de operadores presentes no imóvel.
🪙 Polícia investiga lavagem de dinheiro com criptomoedas
A principal linha de investigação é descobrir se o grupo criminoso utilizava a mineração de criptomoedas para movimentar recursos ilícitos e dificultar o rastreamento financeiro.
A mineração em si é uma atividade legal, mas o uso de:
- energia furtada;
- estruturas clandestinas;
- recursos do tráfico;
pode configurar diversos crimes, incluindo:
- furto de energia;
- lavagem de dinheiro;
- associação criminosa.
🚔 Operação teve helicópteros, blindados e prisões
A ação foi coordenada pela:
- Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais;
- 26ª Delegacia de Polícia.
Helicópteros e veículos blindados deram apoio às equipes durante a incursão no Complexo do Lins.
Até a última atualização divulgada pelo g1, ao menos 10 pessoas haviam sido presas.
A polícia cumpria:
- 6 mandados de prisão;
- 30 mandados de busca e apreensão.

📡 Facção monitorava movimentação policial em tempo real
Segundo as investigações, integrantes do grupo criminoso utilizavam sistemas de monitoramento para acompanhar deslocamentos das forças de segurança.
De acordo com a Polícia Civil, os criminosos:
- avisavam sobre operações em grupos restritos;
- monitoravam viaturas e blindados;
- acompanhavam aeronaves policiais em tempo real.
A corporação afirma que o grupo possuía uma estrutura organizada com divisão de funções para manter o domínio territorial da região.
☎️ Operação também mira golpe da falsa central telefônica
Durante a operação, policiais também cumpriram mandados contra suspeitos envolvidos em golpes da “falsa central telefônica”.
Segundo as investigações:
- criminosos se passavam por funcionários de bancos;
- induziam vítimas a fornecer dados;
- assumiam controle de aplicativos bancários;
- realizavam transferências fraudulentas.
A investigação ocorre em parceria com a Polícia Civil do Piauí.
⚠️ Investigação amplia alerta sobre crime organizado e tecnologia
O caso chamou atenção das autoridades pelo uso de tecnologia avançada dentro de área controlada pelo tráfico.
Especialistas apontam que facções criminosas vêm ampliando atuação em:
- crimes digitais;
- golpes financeiros;
- lavagem com criptomoedas;
- fraudes eletrônicas.
A polícia agora tenta identificar:
- possíveis carteiras digitais utilizadas;
- origem dos equipamentos;
- movimentações financeiras ligadas à estrutura clandestina.



