📌 Investigações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil atingiram gestores de diferentes partidos; Operação Mensageiro concentrou o maior número de prisões no estado
Santa Catarina chegou à marca de 30 prefeitos presos no exercício do mandato desde 2020, segundo levantamento divulgado pelo g1 SC. O caso mais recente ocorreu com a prisão do prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), alvo de uma investigação sobre supostas fraudes e corrupção em obras públicas.
As apurações vêm sendo conduzidas principalmente pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do GAECO, e pela Polícia Civil. As operações miram suspeitas de corrupção, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, direcionamento de contratos públicos e pagamento de propinas em diferentes setores da administração municipal.
🚛 Operação Mensageiro foi a principal ofensiva anticorrupção
A maior parte das prisões ocorreu durante a Operação Mensageiro, considerada uma das maiores investigações anticorrupção da história recente do estado. A operação apura um suposto esquema envolvendo contratos de coleta e destinação de lixo em diversas prefeituras catarinenses.
De acordo com as investigações, empresários do setor teriam pago vantagens indevidas a agentes públicos em troca de contratos e aditivos milionários. Ao todo, 17 prefeitos foram presos no âmbito da operação. Atualmente, todos respondem em liberdade.
Entre os prefeitos presos na Mensageiro estavam gestores de partidos como MDB, PP, PSD, PL, Republicanos, Patriota e Podemos.
📊 PL aparece entre os partidos com mais prefeitos presos
Segundo os dados publicados pelo g1 SC, os partidos com maior número de prefeitos presos desde 2020 são:
- MDB: 9 prefeitos
- PP: 6 prefeitos
- PL: 5 prefeitos
- PSD: 4 prefeitos
Também aparecem na lista prefeitos filiados ao PT, PSDB, Republicanos, Podemos, PSL e Patriota.
Entre os prefeitos do PL citados nas operações estão:
- Marlon Neuber, de Itapoá — preso na Operação Mensageiro;
- Vicente Corrêa Costa, de Capivari de Baixo — preso na Operação Mensageiro;
- Douglas Elias Costa, de Barra Velha — preso na Operação Travessia;
- Ari Wollinger (Ari Bagúio), de Ponte Alta do Norte — preso na Operação Limpeza Urbana;
- Marcelo Baldissera, de Ipira — preso na Operação Fundraising.
⚖️ Prisões provocaram afastamentos e mudanças nas prefeituras
As decisões judiciais determinaram, em diversos casos, o afastamento cautelar dos prefeitos investigados. Com isso, vice-prefeitos ou presidentes das câmaras municipais assumiram temporariamente as administrações locais para garantir a continuidade dos serviços públicos.
As investigações também produziram diferentes desdobramentos políticos e jurídicos. Alguns prefeitos deixaram os cargos, outros foram soltos posteriormente, e há casos de gestores que chegaram a ser reeleitos após as prisões.
🗳️ Investigações ampliam debate sobre transparência e fiscalização
O avanço das operações aumentou a pressão sobre partidos políticos e administrações municipais em relação a mecanismos de controle interno, fiscalização de contratos e critérios de governança pública.
Além da Operação Mensageiro, outras investigações recentes em Santa Catarina também passaram a mirar setores como obras públicas, pavimentação, eventos municipais e serviços urbanos, ampliando o alcance das apurações sobre supostas irregularidades no uso de recursos públicos.



