⚖️ Investigação apura esquema bilionário de ocultação patrimonial e fraudes no setor de combustíveis
Rio de Janeiro – A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a Operação Sem Refino, que mira o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o empresário Ricardo Magro, dono do Grupo Refit.
A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros, além da suspensão de atividades econômicas ligadas aos investigados.
⛽ PF investiga conglomerado do setor de combustíveis
Segundo a Polícia Federal, a operação investiga um grupo econômico suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras para:
- ocultação patrimonial;
- dissimulação de bens;
- evasão de recursos ao exterior;
- fraudes fiscais bilionárias.
As autoridades apontam que o esquema teria operado dentro do setor de combustíveis, envolvendo empresas ligadas ao Grupo Refit, controlador da Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro.
🌎 Ricardo Magro é alvo internacional da Interpol
Ricardo Magro, apontado como um dos maiores devedores tributários do país, vive atualmente em Miami, nos Estados Unidos.
A decisão judicial também determinou a inclusão do empresário na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localização e eventual prisão de investigados foragidos.
Segundo fontes ligadas à investigação, a PF considera o caso um dos maiores esquemas de sonegação fiscal já identificados no mercado de combustíveis brasileiro.
👮 Operação cumpriu mandados em três estados
Ao todo, foram cumpridos:
- 17 mandados de busca e apreensão;
- sete medidas de afastamento de função pública.
As ações ocorreram nos estados:
- Rio de Janeiro;
- São Paulo;
- Distrito Federal.
A investigação é conduzida sob supervisão do STF devido ao envolvimento de autoridades com foro privilegiado.
🏛️ Defesa de Cláudio Castro afirma surpresa com operação
Em nota, a defesa do ex-governador afirmou ter sido surpreendida pela operação e declarou que Cláudio Castro está à disposição da Justiça.
Os advogados afirmam que:
- todos os atos da gestão seguiram critérios técnicos e legais;
- a administração estadual buscou cobrar dívidas da Refit;
- o governo conseguiu recuperar valores próximos de R$ 1 bilhão relacionados à refinaria.
A defesa também destacou que a Procuradoria-Geral do Estado moveu diversas ações judiciais contra a empresa durante a gestão Castro.



