Ministério Público afirma que influenciadora teria participado da ocultação e movimentação de valores atribuídos à facção; defesa nega envolvimento com o crime organizado
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) afirmou que a advogada e influenciadora Deolane Bezerra integraria o núcleo financeiro de um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A acusação consta de uma manifestação apresentada pelo órgão em 20 de agosto, na qual também foi defendida a manutenção das prisões preventivas dos investigados na Operação Vérnix.
Segundo o MPSP, Deolane teria participado da ocultação e dissimulação de valores de origem supostamente ilícita, utilizando contas vinculadas a ela e a empresas relacionadas ao seu nome. O órgão também sustenta que parte dos recursos teria sido convertida em bens de elevado valor.
💰 Transferências e patrimônio
As investigações apontam que Deolane teria recebido dezenas de transferências consideradas suspeitas entre 2018 e 2021. De acordo com os investigadores, os repasses, alguns deles fracionados, teriam chegado a aproximadamente R$ 700 mil.
Em fases anteriores da investigação, a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 27 milhões em valores e bens relacionados à influenciadora, além da apreensão de dezenas de veículos de luxo.
🕵️ Estrutura do suposto esquema
De acordo com o Ministério Público, a organização investigada seria dividida em diferentes núcleos:
- Decisório: liderado, segundo a acusação, por Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e seu irmão Alejandro Camacho;
- Operacional: formado por outros integrantes apontados pela investigação;
- Financeiro: no qual Deolane e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho são citados pelo MP.
A investigação apura um suposto esquema de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro, que teria utilizado empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à organização criminosa.
🚔 Operação Vérnix
Deolane foi presa durante a Operação Vérnix, que investiga a suposta utilização de empresas para lavar dinheiro ligado ao PCC. A operação também teve como alvos Marcola, familiares e outros investigados.
Em uma nova ação realizada em agosto, uma Lamborghini Urus Performante avaliada em mais de R$ 4 milhões foi apreendida. O veículo foi apontado pelas autoridades como relacionado à investigação envolvendo Deolane.
⚖️ Defesa nega acusações
A defesa de Deolane nega qualquer envolvimento com o PCC e sustenta que os rendimentos e patrimônio da influenciadora possuem origem lícita.
As acusações apresentadas pelo Ministério Público ainda estão sendo discutidas judicialmente e não representam uma condenação definitiva de Deolane.



