🏥 Paciente sofreu parada cardiorrespiratória e não resistiu após cerca de duas horas de tentativas de reanimação; Polícia Civil investiga o caso e CRM-MT abre sindicância
Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, morreu na sexta-feira (16) durante a realização de procedimentos de cirurgia plástica no Hospital Geral e Maternidade, em Cuiabá, no Mato Grosso. Segundo informações divulgadas pela imprensa local, a jovem sofreu uma parada cardiorrespiratória durante a intervenção e não resistiu, apesar das tentativas de reanimação realizadas por aproximadamente duas horas.
Entre os procedimentos previstos estavam a colocação de próteses mamárias e a lipoescultura. Lurdes era mãe de duas crianças.
Em nota, o médico Euller Gustavo Preza, responsável pelo procedimento, lamentou a morte e afirmou que a equipe identificou uma intercorrência súbita, interrompeu imediatamente a cirurgia e iniciou as manobras de reanimação. A defesa declarou que a paciente havia passado pelas avaliações pré-operatórias necessárias e que o procedimento foi realizado em ambiente hospitalar adequado.
A assessoria jurídica do médico afirmou ainda que a causa da morte deverá ser esclarecida pelos órgãos oficiais competentes. Até o momento, não há conclusão oficial que permita atribuir o óbito a um eventual erro médico.
🔎 Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte
A Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias do falecimento para esclarecer o que aconteceu durante o procedimento e verificar se houve alguma irregularidade. O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) também anunciou a abertura de uma sindicância para examinar o caso.
A instauração da sindicância não representa uma condenação prévia do profissional. Eventuais responsabilidades médicas dependerão da análise dos registros clínicos, dos laudos e dos demais elementos reunidos durante as investigações.
⚖️ Defesa se manifesta sobre a qualificação profissional
Após a divulgação do caso, a defesa de Euller Gustavo Preza afirmou que o médico possui inscrição regular no Conselho Regional de Medicina e contestou questionamentos sobre sua habilitação para realizar procedimentos cirúrgicos.
A assessoria jurídica argumentou que o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) não seria requisito para a prática de atos cirúrgicos. A questão, contudo, deve ser distinguida da comprovação de título de especialista em cirurgia plástica: o registro médico regular e o reconhecimento formal de uma especialidade são aspectos diferentes.
🚔 Médico relata agressões e ameaças
A defesa informou também que o médico registrou um boletim de ocorrência após relatar ter sido agredido e ameaçado de morte. Segundo a assessoria jurídica, o registro foi feito com o objetivo de preservar sua integridade física.
O relato foi apresentado pela defesa, e as circunstâncias das supostas agressões e ameaças dependem de apuração própria. O médico declarou que permanece à disposição das autoridades e que não divulgará detalhes do atendimento em respeito à família e ao sigilo médico.
A causa da morte de Lurdes e eventuais responsabilidades relacionadas ao procedimento ainda precisam ser esclarecidas. Até a conclusão das apurações, não é possível afirmar que houve erro médico ou estabelecer uma causa definitiva para o falecimento.



