📡 Imagens mostram fila de pessoas no Complexo da Penha; criminosos já utilizam drones para monitoramento e lançamento de explosivos
Imagens produzidas pela polícia mostram uma fila de pessoas interessadas em participar de um curso de operação de drones que, segundo as investigações, seria oferecido por traficantes no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
A capacitação é mais um indício do avanço do uso de drones pelo crime organizado. Segundo a Polícia Civil, criminosos passaram a adaptar os equipamentos para lançar granadas contra grupos rivais, além de utilizá-los para monitorar territórios e acompanhar a movimentação das forças de segurança.
A corporação investiga atualmente 18 ocorrências envolvendo bombas lançadas por drones no estado e suspeita que o número real de casos seja ainda maior.
💣 Drone já foi usado em ataque recente
Na semana passada, criminosos utilizaram um drone equipado com uma granada para atacar rivais na comunidade do Canal, em Vargem Grande. O explosivo atingiu um trailer, mas ninguém ficou ferido.
Segundo a Polícia Militar, dois homens suspeitos de envolvimento no ataque foram presos. Com eles, foram apreendidos o drone utilizado na ação, outras granadas de fabricação caseira e dinheiro.
A polícia afirma que os criminosos teriam alugado um apartamento na cobertura de um prédio no Recreio dos Bandeirantes para realizar a decolagem do equipamento.
🛰️ Drones também preocupam a aviação
Além dos ataques entre grupos criminosos, o uso desses equipamentos passou a representar um risco para a aviação. Drones utilizados por criminosos já foram identificados próximos às rotas de helicópteros e de aeronaves que chegam e saem do Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste.
Segundo um piloto ouvido pelo RJ2, uma colisão entre um drone e uma aeronave poderia provocar danos graves e até comprometer o controle do voo.
Os equipamentos podem ser comprados legalmente, inclusive pela internet, mas a operação segue regras específicas de segurança e possui restrições para voos próximos a aeroportos e helipontos.
🏚️ Criminosos cobrem ruas para dificultar vigilância
No Complexo do Alemão, também na Zona Norte, imagens aéreas analisadas pela inteligência da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil, mostram mudanças na estrutura das comunidades.
Ruas e áreas que antes podiam ser visualizadas do alto passaram a receber coberturas e estruturas de alvenaria. A polícia suspeita que algumas dessas construções tenham sido feitas para dificultar ataques com explosivos lançados por drones de facções rivais.
As coberturas, porém, também prejudicam o monitoramento aéreo realizado pelas forças de segurança.
📈 Denúncias sobre drones com explosivos aumentaram
Dados do Disque-Denúncia citados pela reportagem mostram crescimento dos registros relacionados ao uso criminoso de drones.
O primeiro relato de um equipamento equipado com uma granada ocorreu em 2023. Em 2024, foram registrados quatro casos. Já em 2025, foram 73 denúncias envolvendo traficantes e outras 14 relacionadas a milicianos.
Para a Polícia Civil, o cenário demonstra que os drones deixaram de ser apenas uma ferramenta de observação e passaram a desempenhar uma função mais ampla na atuação do crime organizado.
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