⚖️ Parlamentar do PL-PE contesta mensagens atribuídas a grupo político que administrava e afirma que pretende processar pessoas que divulgaram as capturas de tela; causa do incêndio segue sob investigação
O vereador do Recife e deputado federal eleito Thiago Medina (PL-PE) negou envolvimento no incêndio que atingiu, em 7 de outubro, o prédio da antiga Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife. O caso é investigado pela Polícia Federal, e a causa do fogo ainda não foi oficialmente determinada.
Medina confirmou ter criado um grupo no WhatsApp chamado “UFPE anti-Lula”, destinado, segundo ele, a reunir pessoas contrárias a movimentos estudantis favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, contestou capturas de tela que circularam nas redes sociais e que mostrariam uma mensagem de um participante mencionando “bombas na mala do carro” para confrontar manifestações políticas na universidade.
O parlamentar afirmou que as mensagens divulgadas não pertencem ao grupo que criou e levantou a hipótese de que alguém contrário a ele pudesse ter se infiltrado no espaço. Até o momento, as informações disponíveis não comprovam a autoria da mensagem nem estabelecem ligação entre Medina e o incêndio.
As imagens foram compartilhadas pela ex-ministra e ex-presidente nacional do PT Gleisi Hoffmann. Medina declarou que pretende acionar judicialmente ela e outras pessoas que divulgaram o material.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado eleito também atribuiu o incêndio à falta de manutenção e mencionou a possibilidade de um curto-circuito no sistema de ar-condicionado. Essas declarações, contudo, não representam uma conclusão oficial da investigação.
O incêndio destruiu laboratórios e provocou prejuízos estimados em aproximadamente R$ 100 milhões pelo reitor da UFPE, Alfredo Gomes. Não houve registro de feridos. A investigação busca esclarecer as circunstâncias do ocorrido, e as limitações estruturais do prédio afetado também foram apontadas como um obstáculo à realização dos trabalhos periciais.
A universidade havia registrado outros dois incêndios em setembro e outubro, em instalações diferentes. Segundo informações divulgadas pela instituição, não havia confirmação de relação entre essas ocorrências.



