🏛️ Empresa pertence a Francisco Kertesz e Raul Rabelo; TSE também solicitou dados sobre gastos publicitários do governo federal após pedido do PL
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A campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva declarou R$ 31 milhões em pagamentos à Delta Comunicação e Projetos, empresa pertencente aos empresários Francisco Kertesz e Raul Rabelo, ex-sócios de Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Os valores constam dos registros eleitorais divulgados até o momento pelas reportagens publicadas em outubro de 2026.
A campanha havia declarado aproximadamente R$ 100 milhões em despesas no período considerado. Dessa quantia, os pagamentos à Delta representavam cerca de 31%. O percentual considera os valores registrados naquele momento e pode mudar com a atualização da prestação de contas.
🔎 Histórico empresarial
A Delta Comunicação e Projetos foi constituída em dezembro de 2025. Antes disso, Sidônio Palmeira mantinha sociedade na Nordx Estratégia e Criatividade com Francisco Kertesz, Raul Rabelo e Eduardo Gumes Andrade.
Em dezembro de 2025, Sidônio transferiu sua participação de 40% na Nordx, avaliada em R$ 960 mil, conforme informações publicadas pela imprensa.
A Nordx adotou esse nome em agosto de 2023. Anteriormente, operava como M4 Comunicação e Propaganda, empresa ligada à campanha presidencial de Lula em 2022, na qual Sidônio atuou como marqueteiro. Reportagens sobre aquele pleito mencionaram aproximadamente R$ 37 milhões em pagamentos pelos serviços de comunicação e marketing eleitoral.
Outro caso citado na cobertura envolve a produtora Macaco Gordo, pertencente a Francisco Kertesz. Segundo reportagem anterior, a empresa recebeu cerca de R$ 12 milhões por serviços relacionados a campanhas publicitárias da Caixa Econômica Federal e da Embratur.
Os valores dizem respeito a empresas e contratos distintos, em períodos diferentes, e não devem ser somados como se fossem pagamentos de uma única operação.
⚖️ TSE solicita informações sobre publicidade do governo
Em 15 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que órgãos do governo federal apresentassem informações sobre despesas com publicidade referentes a 2023, 2024 e 2025, além do primeiro semestre de 2026.
A determinação foi tomada após solicitação do Partido Liberal (PL), que busca verificar se os gastos publicitários aumentaram no ano eleitoral em comparação com a média dos períodos anteriores.
Os dados deverão ser apresentados em formato digital aberto, pesquisável e auditável. A solicitação envolve a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e o órgão federal responsável pela administração orçamentária e financeira do Poder Executivo.
O pedido está relacionado às restrições da legislação eleitoral sobre despesas com publicidade institucional em ano de eleição, previstas no artigo 73 da Lei nº 9.504/1997. A obtenção das informações, contudo, não significa que o tribunal tenha constatado uma infração.
📌 Valores e vínculos não comprovam irregularidade
Os pagamentos declarados à Delta e o histórico societário de seus proprietários com Sidônio Palmeira levantam questões de interesse público sobre contratos, prestação de serviços e transparência dos gastos eleitorais.
Entretanto, os valores e os vínculos empresariais, isoladamente, não comprovam favorecimento indevido ou irregularidade. Uma conclusão desse tipo depende da análise dos contratos, dos serviços efetivamente prestados e de eventuais apurações oficiais.
A prestação de contas eleitoral permanece sujeita à análise da Justiça Eleitoral, enquanto o levantamento dos gastos publicitários do governo constitui um procedimento distinto, voltado à verificação das despesas de comunicação institucional.



