⚖️ Divergências internas envolvem a orientação de Flávio Bolsonaro, a possibilidade de abstenção e a estratégia eleitoral em torno da proposta defendida pelo governo Lula
O Partido Liberal (PL) avalia liberar seus senadores para votar conforme suas próprias posições na discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A possibilidade foi relatada pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), líder do bloco de oposição no Senado, diante da divergência entre integrantes da legenda sobre como se posicionar.
Segundo Fagundes, embora a coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) prefira a abstenção, parte expressiva dos parlamentares considera necessário votar a favor ou contra a proposta. A estratégia ainda dependia de uma definição entre integrantes da oposição.
🗳️ Flávio enfrenta divergência entre posição anterior e estratégia eleitoral
Flávio Bolsonaro vinha criticando a PEC e defendendo maior flexibilidade para que trabalhadores e empregadores negociem suas jornadas. Entretanto, reportagem da CartaCapital indica que o senador poderá votar favoravelmente à proposta para evitar desgaste durante a campanha presidencial, mantendo críticas ao que considera uso eleitoral do tema pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Essa possibilidade deve ser tratada como uma previsão jornalística, e não como confirmação de voto já registrado. A discussão evidencia a dificuldade de conciliar a posição anteriormente defendida por Flávio com a pressão política em torno de uma pauta de grande repercussão entre os trabalhadores.
O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), defende a abstenção. Já o senador Carlos Portinho (PL-RJ) criticou a proposta e a classificou como eleitoreira, manifestando sua avaliação sobre a iniciativa.
📋 Como está a tramitação da PEC
A proposta prevê substituir a escala de seis dias de trabalho por um de descanso por uma organização com cinco dias de trabalho e dois de folga. Segundo as reportagens utilizadas como base, o texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
A matéria estava prevista para discussão no plenário do Senado durante a semana, com possibilidade de votação em primeiro turno após as sessões de debate. Para ser aprovada, a PEC precisa de pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores, em cada turno.
O calendário também era objeto de disputa política, com o governo buscando acelerar a tramitação antes do encerramento da campanha eleitoral. A data prevista, contudo, não deve ser confundida com a confirmação de que a votação ocorreu.



