🔎 Presidente da Casa mantém pedidos contra Moraes sem avanço, enfrenta pressão sobre o Caso Master e busca fortalecer alianças para permanecer no comando do Senado em 2027
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, vem administrando uma série de pautas sensíveis que envolvem o Supremo Tribunal Federal (STF), o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e as investigações relacionadas ao Banco Master.
Entre os principais pontos está a manutenção, sem avanço, de dezenas de pedidos de impeachment apresentados contra ministros do STF. Segundo levantamento citado pela Revista Oeste, havia 109 requerimentos contra integrantes da Corte, sendo 54 relacionados a Alexandre de Moraes. A postura de Alcolumbre tem provocado cobranças da oposição, que acusa o presidente do Senado de impedir que os pedidos avancem.
No Caso Master, a atuação do senador também passou a ser alvo de críticas. A oposição reuniu assinaturas para criar uma comissão parlamentar destinada a investigar o Banco Master, mas o requerimento não foi lido por Alcolumbre em plenário, etapa necessária para o prosseguimento da iniciativa. A Revista Oeste relata que senadores ouvidos reservadamente interpretam a resistência como possível tentativa de autoproteção, diante dos contatos mantidos anteriormente entre Alcolumbre e o empresário Daniel Vorcaro. Essa interpretação, porém, não constitui prova de que o senador esteja deliberadamente tentando impedir as investigações.
Paralelamente, Alcolumbre ampliou a interlocução com o Palácio do Planalto. A aproximação com Lula ocorreu após um período de tensão entre os dois grupos e incluiu encontros e articulações políticas envolvendo também ministros do STF. O movimento é visto como parte da tentativa de recompor uma relação capaz de facilitar a tramitação de interesses do governo no Congresso.
No campo interno, o senador também trabalha para preservar sua influência e buscar a recondução à Presidência do Senado em 2027. Para isso, vem construindo alianças que envolvem a base governista, partidos de centro e diferentes grupos políticos da Casa.
O conjunto dessas movimentações coloca Alcolumbre no centro de uma complexa articulação política, na qual se cruzam a pressão sobre o STF, as repercussões do Caso Master, a relação com o governo Lula e a disputa pela próxima Presidência do Senado. A conexão entre esses fatores caracteriza um cenário de negociação e construção de apoio político, mas não comprova, por si só, a existência de um acordo formal para blindar autoridades ou impedir investigações.



