✈️ Ex-líder cubano é acusado de homicídio em primeiro grau; documentos judiciais apontam suposta participação de agentes cubanos na operação
Um juiz da Flórida, nos Estados Unidos, assinou na sexta-feira (16) um novo mandado de prisão contra o ex-líder cubano Raúl Castro, de 95 anos, por sua suposta participação na derrubada de duas aeronaves civis do grupo humanitário Brothers to the Rescue, ocorrida em 1996.
Castro é acusado de homicídio em primeiro grau pelas mortes de quatro pessoas: três cidadãos americanos e um residente permanente legal dos Estados Unidos. As vítimas estavam a bordo dos dois aviões civis, abatidos por aeronaves militares cubanas em 24 de fevereiro de 1996, sobre águas internacionais.
Documentos apresentados à Justiça da Flórida apontam que agentes cubanos teriam se infiltrado no grupo humanitário, transmitido informações sobre os voos às autoridades de Cuba e monitorado uma instalação naval americana em Key West. Segundo a declaração apresentada no processo, esses elementos indicariam a existência de uma conspiração com atividades realizadas em território da Flórida, fundamento utilizado pelas autoridades para sustentar a jurisdição estadual.
O novo mandado é distinto de uma acusação federal anunciada em maio de 2026 pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Na ocasião, Raúl Castro e outros cinco integrantes ou ex-integrantes do regime cubano foram formalmente acusados em conexão com o mesmo episódio. O processo federal inclui acusações relacionadas a uma conspiração para matar cidadãos americanos, à destruição de aeronaves e às mortes das quatro vítimas.
A derrubada dos aviões ocorreu durante uma operação do grupo Brothers to the Rescue, organização que realizava buscas e resgates de cubanos no mar e também atuava contra o governo de Cuba. O episódio provocou repercussão internacional e agravou as tensões entre Havana e Washington.
As acusações contra Raúl Castro ainda precisam ser demonstradas judicialmente. A emissão do mandado não equivale a uma condenação, e o caso estadual na Flórida não deve ser confundido com o processo federal já anunciado pelas autoridades americanas.



