A Polícia Militar do Rio de Janeiro mantém um contrato de aproximadamente R$ 168,8 milhões com a empresa Rede Sol Fuel Distribuidora, responsável pelo fornecimento de combustível para a frota de viaturas da corporação. O acordo está em vigor desde março de 2025 e prevê o abastecimento de milhões de litros de gasolina e diesel até 2027, podendo ser prorrogado por até 10 anos.
A empresa é investigada no contexto da Operação Carbono Oculto, que apura possíveis estruturas financeiras associadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.
🧾 Detalhes do contrato e funcionamento
O contrato prevê o fornecimento de cerca de 37 milhões de litros de combustível, destinados aos postos internos da PM em batalhões de todo o estado. O sistema inclui controle automatizado de abastecimento e gestão logística da frota, composta por aproximadamente 5 mil veículos.
Segundo os documentos, a gasolina responde pela maior parte do valor do contrato, seguida pelo diesel.
🕵️ Investigação e apurações
A Rede Sol é alvo de investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo e por órgãos federais, dentro de um conjunto de apurações sobre possíveis vínculos entre empresas do setor de combustíveis e o crime organizado.
As investigações fazem parte de um esforço para identificar fluxos financeiros e possíveis operações de lavagem de dinheiro envolvendo fundos e distribuidoras.
⚖️ Posição das autoridades
A Polícia Militar do Rio afirma que:
- O contrato foi firmado por meio de pregão eletrônico regular
- A empresa estava habilitada no momento da licitação
- Não havia impedimentos legais para a contratação
- O serviço é considerado essencial para a operação da corporação
A corporação também informou que já prepara uma nova licitação para o abastecimento da frota, visando garantir a continuidade do serviço.
📊 Situação atual
O contrato segue ativo, enquanto as investigações sobre a empresa continuam em andamento. Até o momento, não há condenação judicial definitiva relacionada às suspeitas.



