🗳️ Controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida, decisões judiciais sobre publicações e debate sobre bets colocam governo e campanha no centro de novas disputas políticas
A reta final da eleição presidencial é marcada por uma série de controvérsias envolvendo o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua campanha. Entre os episódios recentes estão a disputa em torno de conteúdos falsos sobre Nossa Senhora Aparecida, decisões judiciais relacionadas às publicações e o debate sobre a regulamentação das apostas esportivas.
A controvérsia religiosa teve novos desdobramentos no Judiciário. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada de conteúdos que associavam Flávio Bolsonaro (PL) à suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Posteriormente, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou uma decisão relacionada a uma dessas publicações, sob o entendimento de que a determinação configurava censura prévia. O caso posteriormente ganhou novos desdobramentos no tribunal.
A repercussão do episódio também chegou ao entorno da campanha de Lula. Segundo reportagem da CNN, integrantes do grupo político do presidente fizeram referência ao episódio como um “milagre da Santa” durante um jantar realizado em setembro.
Nas redes sociais, a controvérsia alcançou grande repercussão. Levantamentos divulgados na imprensa registraram centenas de milhares de publicações relacionadas ao episódio, embora os dados disponíveis não permitam estabelecer que a polêmica tenha provocado migração de votos de eleitores indecisos ou de candidatos de oposição.
Outro tema que gerou reação política foi a regulamentação das apostas esportivas, com críticas de setores do Congresso e de representantes ligados ao futebol. O assunto passou a integrar o conjunto de temas de costumes e economia presentes no debate eleitoral da reta final.
Pesquisa BTG/Nexus, realizada entre 25 e 27 de setembro com 2 mil eleitores, apontou que 87% dos entrevistados já tinham sua escolha definida para o primeiro turno, enquanto 12% admitiam mudar de candidato. No levantamento, Lula aparecia com 42% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 37%. Em uma simulação de segundo turno, os números eram de 46% e 44%, respectivamente.
Os dados registram o cenário observado no período da pesquisa, mas não permitem atribuir a intenção de voto a uma medida específica do governo ou a um episódio isolado.



