🏛️ Líder do governo Lula no Senado é alvo de buscas da Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero, investigação que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro relacionado ao Banco Master. Entre os alvos da ação está o senador Jaques Wagner (PT-BA), atual líder do governo Lula no Senado Federal.
A operação cumpre 18 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
🔍 O que a Polícia Federal investiga
Segundo a PF, Jaques Wagner teria atuado em favor de interesses do Banco Master dentro do Congresso Nacional.
Os investigadores apontam que o parlamentar teria participado de articulações relacionadas a propostas legislativas consideradas estratégicas para o banco, incluindo discussões envolvendo a chamada “Emenda Master” e mudanças ligadas ao crédito consignado.
A investigação teve origem na análise de mensagens encontradas em aparelhos eletrônicos apreendidos durante fases anteriores da operação.
💰 Supostas vantagens indevidas
De acordo com a Polícia Federal, o senador teria recebido benefícios em troca da atuação política investigada.
Entre as vantagens apontadas estão:
- Um apartamento de luxo em Salvador avaliado em aproximadamente R$ 2,5 milhões;
- Repasses financeiros para empresas ligadas a familiares;
- Utilização de aeronaves particulares;
- Ingressos para eventos e shows.
As suspeitas fazem parte da linha investigativa da PF e ainda serão analisadas pela Justiça.
👥 Outros alvos da operação
Além de Jaques Wagner, a nova fase também tem como alvo o banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e proprietário do Banco Pleno, instituição liquidada pelo Banco Central neste ano.
Também foram incluídos empresários, operadores financeiros e empresas apontadas pelos investigadores como integrantes da estrutura financeira investigada.
⚖️ Quais crimes estão sendo apurados
A Polícia Federal investiga possíveis práticas de:
- Corrupção passiva;
- Corrupção ativa;
- Lavagem de dinheiro.
Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares, como suspensão de passaportes e restrições de contato entre alguns investigados.
🛡️ Defesa e presunção de inocência
Até a publicação das informações, a defesa de Jaques Wagner não havia apresentado manifestação pública sobre a operação.
Já Augusto Lima declarou, por meio de seus advogados, que sempre atuou dentro da legalidade e que as diligências contribuirão para esclarecer os fatos.
Não há condenações no caso. Todos os investigados permanecem amparados pelo direito à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência garantidos pela Constituição.



