⚖️ Operação Magen cumpre sete mandados de prisão e 18 de busca e apreensão no Rio de Janeiro; grupo é investigado por comércio ilegal de armas, vazamento de dados e lavagem de dinheiro
A Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro deflagraram nesta quarta-feira (7) a Operação Magen, que investiga um grupo suspeito de atuar no comércio ilegal de armas, no vazamento de informações sigilosas da segurança pública, em práticas de usura e em lavagem de capitais. Segundo a PF, a organização teria ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP), facção que atua no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio.
A operação cumpre sete mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão na capital fluminense e nos municípios de Nova Iguaçu, Angra dos Reis, Mesquita, Nilópolis e Seropédica. A investigação também prevê medidas cautelares contra pessoas ligadas à estrutura financeira do grupo.
Entre os presos estão um policial militar da ativa, três ex-PMs e um ex-servidor comissionado da Alerj, segundo informações divulgadas sobre a operação. Outros dois alvos permanecem foragidos, entre eles Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como “Peixão”, apontado pelas investigações como uma das principais lideranças do TCP.
🔫 Venda de armas

De acordo com a PF e o MPRJ, o grupo mantinha uma estrutura voltada à obtenção, transporte e revenda clandestina de fuzis de uso restrito, pistolas, revólveres, carregadores e munições. Em uma das transações investigadas, teriam sido fornecidos 10 fuzis AR-15 à liderança do TCP no Complexo de Israel.
Os investigadores também apreenderam armas durante a operação. A apuração aponta ainda que agentes de segurança envolvidos no esquema teriam utilizado o acesso funcional a sistemas restritos para obter e repassar informações como mandados de prisão em aberto, endereços, registros de veículos e dados sobre operações policiais em andamento.
💰 Movimentação financeira
A investigação identificou mais de R$ 100 milhões movimentados em quatro anos por meio de contas pessoais e empresas de fachada, segundo a Polícia Federal. Já a investigação financeira do MPRJ identificou mais de R$ 250 milhões em movimentações relacionadas ao grupo e resultou em medidas de bloqueio de bens e valores.
O Ministério Público informou que dez pessoas foram denunciadas e que os investigados poderão responder, conforme a participação atribuída a cada um, por crimes como organização criminosa armada, comércio ilegal de armas e munições, violação de sigilo funcional, usura e lavagem de capitais. As acusações ainda serão submetidas à análise da Justiça.



