A Rússia anunciou nesta terça-feira (12) a conclusão do teste final do míssil balístico intercontinental RS-28 Sarmat, considerado um dos armamentos nucleares mais poderosos do arsenal russo. O sistema possui alcance estimado de até 35 mil quilômetros e foi apelidado pela Otan de “Satanás” devido à sua capacidade destrutiva e alcance global.
🎯 Míssil pode atingir alvos em minutos
Segundo o governo russo, o Sarmat consegue viajar pelos polos Norte e Sul, dificultando sistemas tradicionais de defesa antimísseis. Moscou afirma que o armamento pode alcançar países europeus em menos de dez minutos.
O comandante das Forças de Mísseis Estratégicos da Rússia, Sergei Karakayev, declarou que o teste foi concluído com sucesso, marcando a etapa final antes da entrada oficial do sistema em operação.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin afirmou que o míssil deverá ser incorporado às forças nucleares russas até o fim de 2026.
☢️ Capacidade nuclear e múltiplas ogivas
O RS-28 Sarmat possui capacidade para transportar dez ou mais ogivas nucleares, segundo dados do Serviço de Pesquisa do Congresso dos Estados Unidos.
De acordo com Moscou, o míssil foi projetado para superar sistemas modernos de defesa aérea e antimísseis, sendo apresentado pelo governo russo como uma arma “praticamente impossível de interceptar”.
O Ministério da Defesa da Rússia classificou o Sarmat como “o míssil mais poderoso do mundo em alcance e destruição de alvos”.
🌍 Contexto internacional aumenta tensão
O anúncio ocorre em meio ao aumento das tensões geopolíticas envolvendo Rússia e países da Otan. O Sarmat faz parte do pacote de armamentos estratégicos apresentado por Putin em 2018 como resposta ao avanço de sistemas militares ocidentais.
Analistas internacionais avaliam que a entrada definitiva do sistema em operação pode intensificar a corrida armamentista global e elevar a pressão diplomática entre Moscou e o Ocidente.

📌 O que já se sabe sobre o Sarmat
- Alcance estimado de até 35 mil km;
- Capacidade nuclear;
- Transporte de múltiplas ogivas;
- Possibilidade de rota pelos polos;
- Dificuldade de detecção por radares;
- Entrada em operação prevista para o fim de 2026.



