🚨 Medida envolve regras sobre uso de antimicrobianos na pecuária
A União Europeia anunciou nesta terça-feira (12) a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal ao bloco europeu. A decisão pode afetar as exportações brasileiras de carne bovina, aves, ovos, mel, peixes e animais vivos a partir de 3 de setembro de 2026.
Segundo autoridades europeias, o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária, exigência sanitária adotada pela UE para produtos importados.
🧪 Entenda o motivo da decisão
📋 UE cobra regras mais rígidas sobre medicamentos usados em animais
Os antimicrobianos são substâncias utilizadas para tratar e prevenir doenças em animais. Alguns desses medicamentos também podem ser usados como promotores de crescimento, prática combatida pela legislação europeia.
A União Europeia afirma que o Brasil precisa comprovar que os animais destinados à exportação não utilizam substâncias proibidas pelo bloco durante todo o ciclo de produção.
Entre os compostos restritos pela UE estão:
- virginiamicina;
- avoparcina;
- tilosina;
- espiramicina;
- avilamicina.
Em abril, o Ministério da Agricultura publicou medidas restringindo parte dessas substâncias no país.
🥩 Exportações ainda podem ser preservadas
🔄 Brasil terá chance de se adequar antes da entrada em vigor
Apesar da exclusão da lista sanitária, o bloqueio ainda não é definitivo. A própria União Europeia informou que o Brasil poderá voltar a exportar normalmente caso consiga comprovar adequação às exigências sanitárias antes de setembro.
Entidades do agronegócio brasileiro afirmam que trabalham junto ao governo federal para atender aos critérios técnicos exigidos pelo bloco europeu.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes declarou que o país segue habilitado atualmente e que as exportações só serão interrompidas caso as exigências não sejam cumpridas até o prazo estabelecido.
📉 Setor agropecuário acompanha cenário com preocupação
💰 Europa é um dos principais mercados da proteína animal brasileira
A União Europeia representa um dos maiores destinos das exportações brasileiras de proteína animal, especialmente de carne bovina.
Especialistas apontam que a medida pode gerar:
- aumento de custos com rastreabilidade;
- pressão por certificações sanitárias;
- impacto econômico sobre frigoríficos e produtores.
Ainda assim, representantes do setor avaliam que existe espaço para negociação técnica e reversão da decisão antes da data limite.
🤝 Debate ocorre em meio ao acordo Mercosul–União Europeia
🌐 Europeus negam relação direta com o tratado comercial
O anúncio acontece poucos dias após o avanço do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, alvo de críticas de produtores rurais europeus.
Apesar disso, especialistas afirmam que a decisão sanitária não faz parte diretamente do tratado comercial, mas sim das regras internas de segurança alimentar da UE.
Autoridades europeias defenderam que produtos importados devem seguir os mesmos padrões exigidos dos produtores locais.



