🏛️ Universidade estima concluir a intervenção estrutural em até 15 dias; investigação analisa imagens de segurança, enquanto governo anuncia R$ 68 milhões para reconstrução e reposição de equipamentos
O prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), atingido por um incêndio em 7 de outubro, no campus do Recife, deverá passar por um serviço de escoramento para permitir a entrada segura dos peritos da Polícia Federal (PF). A estrutura permanece isolada devido ao risco de desabamento, e a intervenção é necessária para viabilizar a perícia presencial.
Segundo o reitor da universidade, Alfredo Gomes, a instituição negociava a inclusão do serviço no contrato de uma empresa que já presta serviços à UFPE. Ele estimou que o escoramento poderia ser resolvido nos 15 dias seguintes à declaração, mas ressaltou que ainda não havia uma data definida para a conclusão.
🔎 PF utiliza equipamentos remotos e analisa imagens
A Polícia Federal já iniciou avaliações no local com o auxílio de um drone e de um robô equipado com câmera, recursos que permitem observar os danos sem expor os profissionais aos riscos da estrutura comprometida.
De acordo com a reportagem do MeioNews, peritos do Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, devem participar da análise presencial. A investigação também examina imagens de câmeras de segurança e registros de pessoas que estiveram no campus na noite do incêndio.
O inquérito foi instaurado, e testemunhas começaram a ser ouvidas. O objetivo é identificar a origem das chamas e reconstruir a sequência dos acontecimentos que antecederam o incêndio.
Até as informações divulgadas nas reportagens consultadas, não havia conclusão oficial sobre as causas do fogo nem confirmação de que tenha sido provocado intencionalmente.
💰 Governo anuncia R$ 68 milhões para recuperação
Após o incêndio, foram anunciados R$ 40 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), destinados à aquisição de equipamentos laboratoriais, e R$ 28 milhões do Ministério da Educação (MEC), para a reconstrução do prédio.
Segundo o MeioNews, os recursos para os equipamentos virão do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Enquanto a reconstrução não for concluída, os novos equipamentos deverão ser instalados em outros laboratórios da universidade.
O montante anunciado, de R$ 68 milhões, é destinado à recuperação da estrutura e à reposição de equipamentos. Ele não deve ser confundido com a estimativa anterior do reitor, de aproximadamente R$ 100 milhões em prejuízos relacionados a equipamentos, insumos e materiais.
🧪 Incêndio compromete pesquisas e afeta estudantes
O fogo atingiu laboratórios e instalações de pesquisa, provocando perdas de equipamentos, materiais e dados científicos. De acordo com a reportagem, cerca de 200 estudantes foram afetados, e aproximadamente 80 dissertações e teses de doutorado em andamento foram comprometidas.
A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) lamentaram o ocorrido e mencionaram a perda de dados referentes a aproximadamente 20 anos de pesquisas.
O reitor informou que os prazos acadêmicos serão estendidos e que estudantes poderão continuar seus estudos em outras universidades brasileiras ou em instituições da Alemanha, dos Estados Unidos e da França, que ofereceram apoio.
Alfredo Gomes também afirmou que o prédio recebia manutenção regular e que os materiais inflamáveis dos laboratórios estavam acondicionados adequadamente. Essas declarações, entretanto, não substituem as conclusões da perícia sobre a origem do incêndio.



