🚨 Sindicatos de todos os estados anunciaram adesão após negociações sem acordo; empresa acionou plano de contingência para reduzir impactos nos serviços
Os trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado nesta sexta-feira (11), após assembleias realizadas na noite de quinta-feira (10) aprovarem a paralisação. Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), sindicatos de todos os estados aderiram ao movimento, embora no Acre a assembleia ainda estivesse prevista para esta sexta.
A decisão ocorreu após sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) terminarem sem acordo. De acordo com a Findect, um dos principais pontos de impasse é o plano de saúde dos empregados, diante de alterações que, segundo a entidade, seriam pretendidas pela direção dos Correios.
A estatal informou que colocou em execução um Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os efeitos da paralisação. Entre as medidas anunciadas estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e ações logísticas destinadas a preservar a regularidade das entregas em todo o país.
Os Correios afirmam ainda que apresentaram uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente, incluindo reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, além da manutenção da assistência à saúde.
A paralisação ocorre em meio a uma grave situação financeira da estatal. Os Correios acumulam 15 trimestres consecutivos de prejuízo e registraram resultado negativo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026. A empresa também aguarda um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, previsto para ser contratado junto a um consórcio de bancos.
Os efeitos da greve podem variar conforme a região e o nível de adesão. Na Paraíba, por exemplo, o sindicato informou que apenas os serviços administrativos internos estavam funcionando. O g1, porém, ressaltou que ainda não havia informações suficientes para afirmar que a mesma situação ocorria nas demais regiões do país.



