🗳️ Intenção de voto no senador passou de 22,5% para 29,2% no segmento em uma semana; reajuste do benefício anunciado antes do primeiro turno também entrou no debate entre os candidatos
Flávio Bolsonaro (PL) registrou crescimento de 6,7 pontos percentuais nas intenções de voto entre eleitores que recebem o Bolsa Família, segundo levantamento BTG/Nexus divulgado em 19 de outubro de 2026. Nesse grupo, o senador passou de 22,5% para 29,2% em uma semana, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuou de 67,7% para 66,4%.
No recorte referente ao primeiro turno, Lula havia obtido 60,6% das intenções de voto entre os entrevistados beneficiários do programa, contra 33,5% de Flávio Bolsonaro.
Os números indicam uma mudança nas intenções de voto declaradas nesse segmento do eleitorado. Entretanto, sem conhecer o tamanho da amostra específica de beneficiários e sua margem de erro, não é possível determinar com precisão estatística a dimensão dessa variação. Os dados também não demonstram que eleitores tenham migrado diretamente de Lula para Flávio.
💰 Reajuste do Bolsa Família entrou no debate eleitoral
A pesquisa foi divulgada após o governo Lula anunciar um reajuste no Bolsa Família a 17 dias do primeiro turno. O valor mínimo por família passou de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio estimado subiu de R$ 675 para R$ 777.
Segundo o governo federal, a atualização teve como objetivo recompor a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. A medida alcançou aproximadamente 19,3 milhões de famílias.
O anúncio provocou questionamentos sobre o momento escolhido para a atualização. A revista Crusoé classificou o reajuste como “eleitoreiro”, interpretação editorial que associa a proximidade da medida com o calendário eleitoral a possíveis interesses políticos. A data do anúncio, isoladamente, porém, não comprova que essa tenha sido a motivação do governo.
🗣️ Lula e Flávio trocam críticas sobre o reajuste
Em entrevista à TV Globo, Lula afirmou que não sabia anteriormente que o benefício não havia sido reajustado. Questionado pela jornalista Renata Lo Prete, o presidente respondeu que a situação era inexplicável.
Flávio Bolsonaro usou a declaração para criticar o governo, argumentando que o reajuste foi anunciado perto da eleição por preocupação com a reeleição, e não com a população de baixa renda. O senador também questionou o valor diário do aumento.
As declarações refletem a disputa política em torno do programa social, que atende milhões de famílias brasileiras e ocupa lugar importante no debate eleitoral.



