🛒 Alta dos preços de habitação, transportes e alimentos pressiona o orçamento das famílias; IPCA acumula 4,58% em 12 meses, acima do limite de tolerância de 4,5%
A inflação oficial do Brasil voltou a subir em setembro de 2026. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,82% no mês, após registrar queda de 0,32% em agosto.
Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,58%, acima do teto de tolerância de 4,5% estabelecido para a meta de inflação. No acumulado de janeiro a setembro, o índice registra alta de 3,95%.
A variação mensal também foi a maior para um mês de setembro desde 2021, quando o IPCA subiu 1,16%.
🏠 Habitação, transportes e alimentação pressionam os preços
De acordo com os dados divulgados, todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram variação positiva em setembro. Entre os principais destaques estão:
- Habitação: alta de 2,31%, com o maior impacto individual sobre o índice mensal.
- Transportes: aumento de 0,89%, influenciado principalmente pelas passagens aéreas e pelos combustíveis.
- Alimentação e bebidas: avanço de 0,83%, após três meses consecutivos de queda.
No grupo dos transportes, os combustíveis subiram 1,41%. O etanol registrou alta de 3,16%, o óleo diesel avançou 1,69% e a gasolina aumentou 1,21%.
🥔 Alimentos básicos ficam mais caros
A alimentação consumida dentro de casa subiu 0,96% em setembro. Entre os produtos com maiores aumentos estão o tomate, que avançou 37,76%; a batata-inglesa, com alta de 24,07%; e a cebola, que subiu 10,14%.
O arroz teve aumento de 4,56%, enquanto as carnes registraram alta de 0,63%. Por outro lado, alguns itens ficaram mais baratos, como o frango inteiro, com queda de 1,96%, e as frutas, que recuaram 1,12%.
Essas variações podem afetar o orçamento doméstico de maneiras diferentes, conforme os hábitos de consumo e a participação de cada despesa na renda familiar.
💰 Inflação e juros: o que pode acontecer?
O resultado do IPCA é acompanhado pelo Banco Central na avaliação da política monetária. A taxa Selic é um dos principais instrumentos utilizados para controlar a inflação, pois influencia o custo do crédito, o consumo e as decisões de investimento.
Uma inflação mais persistente pode dificultar a redução dos juros, mas a decisão sobre a Selic depende da análise de diversos indicadores e das expectativas econômicas. As projeções de mercado para as próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) não representam decisões já tomadas pelo Banco Central.



