⚖️ Senador cobra suspensão da decisão de Dino e defende sessão pública do Plenário para tratar do conflito envolvendo a Polícia Federal
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aumentou a pressão sobre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, diante da crise institucional provocada pelas decisões envolvendo a direção da Polícia Federal.
Flávio pediu que Fachin suspendesse a decisão do ministro Flávio Dino que determinou a reintegração do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. Ele também defendeu a realização de uma sessão pública do Plenário para discutir as medidas que permanecem em disputa.
Em declaração divulgada nesta quarta-feira (9), Flávio afirmou que o “Brasil está sem presidente” e disse que caberia a Fachin tomar uma decisão “imediatamente”, em sessão aberta e transparente. A frase representa uma avaliação política do senador, e não uma constatação de que o país esteja efetivamente sem presidente.
A manifestação ocorreu após Dino determinar a volta imediata de Andrei e Almada aos cargos. O ministro argumentou que o afastamento dos dois poderia prejudicar investigações em andamento, inclusive ações relacionadas ao caso Dark Horse, que envolve recursos de emendas parlamentares e tem entre os investigados o senador Flávio Bolsonaro.
Dino também criticou a decisão anterior de André Mendonça, que havia determinado o afastamento dos dirigentes da PF e suspendido determinadas atividades de inteligência. Segundo Dino, a interrupção poderia comprometer investigações urgentes e, em sua avaliação, não seria justificável por conflitos pessoais ou funcionais.
A situação deixou o STF diante de decisões conflitantes: a Segunda Turma havia formado maioria inicial para manter o afastamento determinado por Mendonça, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista de Gilmar Mendes. Paralelamente, Fachin analisava um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender a decisão de Mendonça.
Apesar da cobrança de Flávio por uma sessão pública, Fachin cancelou a sessão do Plenário que estava prevista para esta quarta-feira, em meio ao agravamento da crise interna no Supremo.
Flávio também fez acusações contra ministros do STF e contra o governo Lula ao comentar a crise. Essas declarações devem ser tratadas como acusações e posicionamentos políticos do senador, sem apresentá-las como fatos comprovados.
O episódio amplia a disputa sobre os limites das decisões individuais de ministros do STF, a autonomia da Polícia Federal e a competência para definir o afastamento de integrantes de sua cúpula. O conflito permanece em aberto e ainda poderá ser submetido ao Plenário do Supremo.



