🚨 Colapso de geleira provocou avalanche de gelo, rochas e água que devastou áreas de fronteira; mais de 700 estrangeiros estão entre os desaparecidos
O número de mortos após a avalanche e as enchentes na fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, chegou a 362 nesta quinta-feira (27). Segundo os balanços oficiais dos dois países, 1.468 pessoas continuam desaparecidas, enquanto equipes de resgate trabalham nas áreas atingidas.
Do total de mortos, 359 foram registrados no Nepal e três no Tibete. A tragédia ocorreu na quarta-feira (26), quando o colapso de uma geleira provocou uma avalanche de gelo e rochas. O material atingiu um rio e desencadeou uma enorme enxurrada de água, lama e detritos.
🏔️ Como aconteceu o desastre
A principal hipótese é que o colapso tenha ocorrido na região da montanha Langtang Lirung, com mais de 7 mil metros de altitude.
Após o deslizamento, grandes volumes de gelo, rochas e água armazenada em reservatórios naturais desceram pela montanha até atingir o canal do rio Lhende Khola. A força da água e dos detritos provocou uma inundação repentina que avançou sobre áreas habitadas.
Inicialmente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) havia identificado um possível terremoto na região. Posteriormente, o órgão esclareceu que o tremor registrado estava relacionado ao colapso da geleira, e não a um terremoto convencional que teria provocado a avalanche.
🌊 Vilarejos e infraestrutura foram destruídos
No Nepal, as enchentes atingiram áreas próximas aos rios Trishuli e Bhote Koshi. A região de Gyirong, no Tibete, também foi afetada.
Casas, pontes, estradas, instalações de energia e outras estruturas foram danificadas ou destruídas pela força da água, da lama e dos detritos.
A região atingida fica em uma área estratégica da fronteira entre o Nepal e a China, cercada pelo Himalaia e com importante movimentação de turistas e peregrinos. O local também abriga infraestrutura hidrelétrica e um posto fronteiriço utilizado por pessoas que transitam entre os dois países.
🔎 1.468 pessoas continuam desaparecidas
Os balanços oficiais apontam:
- 🇳🇵 Nepal: 910 desaparecidos, incluindo mais de 700 estrangeiros;
- 🇨🇳 Tibete: 558 desaparecidos, sendo 260 estrangeiros;
- 🌎 Total: 1.468 pessoas desaparecidas.
Entre os estrangeiros desaparecidos no Nepal estão 178 indianos, 65 americanos, 53 ucranianos, 51 malaios, 35 australianos, 33 britânicos e 25 canadenses.
Muitos estrangeiros estavam na região como turistas ou participavam de peregrinações.
🚁 Resgate enfrenta condições extremamente difíceis
As equipes de emergência continuam procurando sobreviventes e desaparecidos, mas enfrentam lama, grandes quantidades de escombros, estradas destruídas e comunidades isoladas.
O Exército nepalês realizou sobrevoos e retirou dezenas de pessoas de áreas afetadas. Moradores de regiões próximas aos rios também receberam orientações para deixar suas casas.
⚠️ Risco de uma nova inundação
A situação permanece perigosa. Um bloqueio de detritos continua na parte alta do rio na fronteira entre Nepal e China, o que pode provocar uma nova onda de inundação caso a barreira se rompa.
Especialistas alertam que as autoridades precisam monitorar a região continuamente para evitar uma segunda tragédia.
Além disso, o período de monções, entre junho e setembro, costuma provocar fortes chuvas, enchentes e deslizamentos no sul da Ásia. Cientistas também apontam que o aquecimento global pode contribuir para o aumento da frequência e da intensidade de eventos extremos em regiões montanhosas.
🇺🇸 Ajuda internacional
Os Estados Unidos anunciaram US$ 500 mil, aproximadamente R$ 2,5 milhões, em auxílio às operações de emergência.
O governo chinês também afirmou que a prioridade é localizar e resgatar as pessoas desaparecidas.
A dimensão do desastre, o elevado número de desaparecidos e o risco de novos fluxos de água e detritos fazem das operações de busca uma corrida contra o tempo.



