🗳️ Levantamento com cerca de 2 mil brasileiros tenta avaliar se uma eventual intensificação da pressão dos Estados Unidos sobre o ministro poderia favorecer Lula ou Flávio Bolsonaro
Aliados da direita norte-americana ligados ao universo político de Donald Trump encomendaram uma nova pesquisa sobre o cenário eleitoral brasileiro. O levantamento, realizado pelo instituto McLaughlin & Associates, busca medir os possíveis efeitos políticos de uma eventual intensificação das medidas dos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles e pela Jovem Pan, cerca de 2 mil brasileiros já foram entrevistados. A pesquisa tem circulação restrita e não deverá ter seus resultados divulgados publicamente.
🇺🇸 Possíveis novas sanções
Um dos principais objetivos da sondagem é avaliar como o eleitor brasileiro reagiria a uma eventual retomada da aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes ou à ampliação de sanções norte-americanas contra outras autoridades brasileiras.
A pesquisa procura medir se uma postura mais dura de Washington em relação ao STF poderia produzir algum efeito na disputa presidencial de 2026.
A questão central para os responsáveis pelo levantamento seria entender quem poderia ser beneficiado eleitoralmente por uma nova ofensiva americana: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou o senador Flávio Bolsonaro (PL).
⚖️ Moraes no centro da disputa
O levantamento ocorre em meio ao aumento das discussões envolvendo Moraes e setores da direita brasileira e norte-americana.
A possibilidade de novas medidas dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras voltou a ganhar espaço justamente enquanto documentos de uma investigação da Polícia Federal envolvendo o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, passaram a receber maior atenção pública.
Nesse contexto, os responsáveis pela pesquisa querem saber se uma pressão externa sobre o Supremo poderia fortalecer candidatos alinhados à direita, especialmente Flávio Bolsonaro, ou provocar o efeito contrário.
Uma eventual reação do eleitorado em defesa da soberania brasileira poderia, por outro lado, favorecer Lula e seus aliados.
📊 Pesquisa terá circulação restrita
De acordo com as informações divulgadas pelas reportagens, os resultados da nova pesquisa não devem ser publicados. O material foi produzido para uso interno de grupos da direita americana interessados no cenário político brasileiro.
A escolha da McLaughlin & Associates também chama atenção. O instituto possui histórico de atuação junto ao universo político republicano e já realizou levantamentos relacionados à disputa presidencial brasileira.
Uma pesquisa anterior do instituto, realizada em junho, havia apontado Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em um eventual segundo turno, mas trata-se de uma rodada diferente da atual.
A nova sondagem tem um foco mais específico: medir o chamado “efeito Moraes” e descobrir como uma eventual intensificação da pressão dos Estados Unidos poderia alterar o comportamento do eleitor brasileiro.
🔎 O que a pesquisa pretende descobrir
Na prática, o levantamento tenta responder a uma questão que pode ganhar importância durante a campanha eleitoral:
se Washington aumentar a pressão sobre Alexandre de Moraes e outros integrantes do STF, o movimento fortalecerá Flávio Bolsonaro ou provocará uma reação favorável a Lula?
Os números dessa nova rodada, porém, permanecem sob sigilo.



