🏛️ Alex Leandro Bispo dos Santos estava preso desde dezembro de 2025 e responde pela morte da esposa; decisão impôs medidas cautelares após revogação da prisão preventiva
A Justiça de São Paulo revogou, em 6 de agosto, a prisão preventiva do empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, de 40 anos, que é réu por feminicídio pela morte da esposa, Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos. Ele já deixou a prisão e deverá responder ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares.
O crime ocorreu na madrugada de 29 de novembro de 2025, na Zona Sul de São Paulo. Segundo a investigação, câmeras de segurança registraram uma agressão contra Maria Katiane no estacionamento do condomínio horas antes de ela ser encontrada morta após cair do 10º andar do edifício.
Bispo foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo pelo crime de feminicídio e posteriormente se tornou réu. Ele estava preso desde dezembro do ano passado.
🚨 Empresário é apontado pelo MP como integrante do PCC
Além do processo por feminicídio, o Ministério Público de São Paulo aponta Alex Bispo como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e afirma que ele seria conhecido pelo apelido de “Escorpião do PCC”. A informação deve ser tratada como uma acusação do MP, e não como uma condenação definitiva.
O empresário também era proprietário da Favela Conectada, empresa contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligado à empresária Karina da Gama. O instituto é citado em investigações relacionadas a suspeitas de irregularidades em um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo.
Karina da Gama também é produtora do filme Dark Horse, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
⚖️ Quais foram as condições para a liberdade?
Ao revogar a prisão preventiva, o juiz da 5ª Vara do Tribunal do Júri, na Barra Funda, determinou uma série de medidas cautelares.
Alex Bispo deverá:
- Comparecer à Justiça a cada dois meses;
- Manter seu telefone atualizado;
- Não mudar de endereço sem autorização;
- Não permanecer fora da cidade por período superior a oito dias;
- Não se aproximar das testemunhas do processo.
O Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou que os magistrados possuem independência funcional para decidir de acordo com os elementos apresentados no processo e que eventuais discordâncias devem ser questionadas por meio dos recursos previstos em lei.
A liberdade concedida não encerra o processo nem significa absolvição. Bispo continua sendo réu pelo feminicídio e deverá responder às acusações enquanto o caso tramita na Justiça.



