📄 Decisão foi tomada pelo ministro Wellington César Lima e Silva após processo administrativo disciplinar concluído pela PF em julho
O Ministério da Justiça e Segurança Pública formalizou a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo. A decisão foi tomada pelo ministro Wellington César Lima e Silva em 18 de setembro e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (21).
A demissão ocorreu após a conclusão, em julho, de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Polícia Federal para apurar a ausência de Eduardo. A corporação recomendou sua demissão, e o processo foi encaminhado ao ministro da Justiça, responsável pela decisão final.
O abandono de cargo foi caracterizado pela ausência injustificada ao serviço por período superior a 30 dias consecutivos. Eduardo havia ingressado na PF em 2010, após aprovação em concurso para o cargo de escrivão.
🇺🇸📋 PERMANÊNCIA NOS ESTADOS UNIDOS
Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil e passou a morar nos Estados Unidos no início de 2025. Após perder o mandato de deputado federal por excesso de faltas, em dezembro daquele ano, ele foi notificado para se reapresentar ao serviço na Polícia Federal, mas não retornou.
Em fevereiro de 2026, a PF instaurou o processo disciplinar para investigar o abandono do cargo. O procedimento foi concluído meses depois com a recomendação de demissão.
A decisão administrativa é distinta de outros processos envolvendo Eduardo Bolsonaro. Em junho de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal o condenou a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. A condenação e seus fundamentos constituem um episódio separado do procedimento disciplinar que resultou na demissão da PF.



